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COVID-19: Dissonância Cognitiva

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Dissonância Cognitiva
Dissonância Cognitiva

Introdução

A Dissonância Cognitiva trata-se de uma situação, estudada em Psicologia, onde há conflito entre atitudes, crenças ou comportamentos. [1]

Por exemplo, quando as pessoas fumam (comportamento) e sabem que fumar causa cancro (cognição), ficam num estado de Dissonância Cognitiva. [1]

A Dissonância Cognitiva foi investigada inicialmente pelo psicólogo Leon Festinger (1957) [2], decorrente de um estudo de observação participante num culto que acreditava que a terra seria destruída por um dilúvio, e o que aconteceu com os seus membros – particularmente os realmente empenhados que desistiram das suas casas e empregos para se concentrarem exclusivamente na seita – quando o esperado dilúvio acabou por não acontecer.

Embora os membros menos empenhados tenham ficado mais inclinados a reconhecer que se tinham enganado, os membros mais empenhados demonstraram estar mais propensos a reinterpretar as evidências para demonstrar que não estavam errados (a terra não foi destruída por causa da fidelidade dos membros do culto).

Da mesma forma, a terra não foi destruída pelo prometido terrível cataclismo, dado pelo nome de COVID-19. Mas muitos daqueles que foram conduzidos a acreditar nas projecções iniciais mirabolantes, continuam a agarrar-se ferreamente às crenças às quais foram induzidos, justificando-as com todo o tipo de argumentos inverossímeis: a) Foi por causa das medidas aplicadas (fidelidade dos membros); b) Foi tudo para aplanar a curva; c) O vírus não é mortal mas é contagioso; d) Como é que tantos políticos e jornalistas podem estar enganados?; e) “Não me mostres mais evidências! Não quero saber! És um negacionista e acabou-se!”; f) etc.

Uma pessoa em Dissonância Cognitiva poderá ser como a pupila do olho: quanto mais luz lhe jogas, mais ela se fecha.

A teoria da Dissonância Cognitiva de Festinger (1957) [2] sugere que temos um impulso interno para manter todas as nossas atitudes e comportamentos em harmonia e evitar a desarmonia (ou dissonância). Isso é conhecido como o princípio da consistência cognitiva.

Quando há uma inconsistência entre atitudes ou comportamentos (dissonância), algo deve mudar para eliminar a dissonância.

Atenção que a teoria não afirma que essa forma de redução da dissonância funciona. Apenas que os indivíduos que estão em estado de Dissonância Cognitiva tomarão medidas para reduzir a extensão da sua dissonância.

O que causa a Dissonância Cognitiva?

1- Comportamento de conformidade forçado;
2- Tomada de decisão;
3- Esforço nesse sentido.

1 – Comportamento de Conformidade Forçado

Quando alguém é forçado a fazer algo que não deseja fazer. É criada uma dissonância entre a sua cognição (não queria faze-lo) e o seu comportamento (fi-lo).

Eu não queria ficar fechado em casa / usar máscara / perder o meu emprego / não poder visitar os meus avós / seguir todo o tipo de regras estúpidas / etc.

Mas fi-lo.

Num estudo de Festinger e Carlsmith (1959) [3], os autores dividiram os participantes em dois grupos. Em ambos, foram “forçados” a realizar uma tarefa enfadonha. Os participantes de um grupo ganharam 1$ e os do outro, 20$. No final, os que ganharam 1$ descreveram a tarefa como muito mais divertida do que os participantes do outro grupo. Porquê? Porque era-lhes muito mais difícil justificar porque tinham aceite realizar uma tarefa tão estúpida. Entraram em Dissonância Cognitiva e as suas mentes “criaram” um motivo.

“Porque é que tivemos de sofrer tanto, com confinamentos, perda da nossa liberdade económica, perda de direitos, perda de relações e contacto humano?” – Muitos, simplesmente, nunca poderão aceitar que não havia motivo para tal. Preferem entrincheirar-se cada vez mais na crença de que há uma pandemia mortal e que precisamos impor medidas cada vez mais drásticas. Tornam-se defensores acérrimos da destruição.

2 – Tomada de Decisão

A vida é preenchida de decisões e as decisões (regra geral) causam dissonância.

Por exemplo, suponha-se que tinha de decidir se aceitava um emprego numa área deslumbrante do país ou recusar o emprego para ficar perto dos seus amigos e familiares. Fosse como fosse, iria experienciar dissonância. Se aceitasse o emprego, sentiria falta dos seus entes queridos; se o recusasse, ansiaria pelos belos riachos, montanhas e vales.

As pessoas têm várias formas de reduzir a dissonância que surge ao tomar uma decisão (Festinger, 1964 [4]). Algo que podem fazer é alterar o comportamento. Conforme observado anteriormente, é algo geralmente muito difícil. Por isso, as pessoas empregam frequentemente uma variedade de manobras mentais. Uma forma comum de reduzir a dissonância é aumentar a atractividade da alternativa escolhida e diminuir a atractividade da alternativa rejeitada.

Assim, aqueles que decidiram acolher as medidas impostas (máscaras, álcool-gel, confinamentos, recolher obrigatório, etc.), entrarão em Dissonância Cognitiva, e ser-lhes-á muito mais cómodo justificarem as medidas do que chegarem à conclusão que estas eram/são injustificadas.

Brehm (1956) [5] foi o primeiro a investigar a relação entre dissonância e tomada de decisão.

3 – Esforço Nesse Sentido

Valorizamos mais o que exigiu um esforço considerável para ser alcançado.

Se nos esforçarmos numa tarefa que decidimos realizar, e a tarefa obter maus resultados, sentiremos dissonância. Para reduzir essa dissonância, somos motivados a pensar que a tarefa obteve bons resultados, ou que precisamos esforçar-nos ainda mais!

Um estudo clássico sobre a dissonância de Aronson e Mills (1959) [7] demonstra esta ideia básica.

Mais uma vez, quanto mais nos esforçarmos (quanto mais medidas “preventivas” aplicarmos), mais difícil será admitir que não havia motivo para medidas tão desajustadas e destrutivas, e mais difícil nos será admitir que as medidas não serviram para nada, conforme demonstram as evidências.

Conclusão

Medidas que partem do princípio que o vírus tem horas e datas pré-estabelecidas, além de locais e eventos preferidos, são um atentado à inteligência de todos nós. Afirmações como a do Ministro do Ambiente que refere que não há perigo de contágio nos transportes públicos (frequentemente em sobrelotação) [6] deveriam invalidar a ideia do perigo de contágio em qualquer local.

Quanto mais rebuscadas, injustificadas e incoerentes forem as medidas forçadas sobre a população, mais esta entrará em Dissonância Cognitiva e mais dificuldade terá em admitir que as está a cumprir injustificadamente.

Para muitos, talvez seja necessário entrar num estado de precariedade total para que a motivação de se erguerem contra a Ditadura Sanitária fale mais alto.

Este artigo é para todos. Não só aqueles que caíram na armadilha da crença numa pandemia mortal, como para os restantes, pois estamos todos sujeitos à acção das medidas que nos são impostas.

Fontes:

[1] «Cognitive Dissonance.» Simply Psychology. 5 de Fevereiro de 2018.

[2] Festinger, L. (1957). A theory of cognitive dissonance. Stanford University Press.

[3] Festinger, L., & Carlsmith, J. M. (1959). Cognitive consequences of forced compliance. The Journal of Abnormal and Social Psychology, 58(2), 203–210. https://doi.org/10.1037/h0041593

[4] Festinger, L. (Ed.). (1964). Conflict, decision, and dissonance (Vol. 3). Stanford University Press.

[5] Brehm, J. W. (1956). Postdecision changes in the desirability of alternatives. The Journal of Abnormal and Social Psychology, 52(3), 384–389. https://doi.org/10.1037/h0041006

[6] “Não conheço nenhum caso comprovado de transmissão do vírus COVID-19 em transporte coletivo”. TVI24. 2 de Novembro de 2020.

[7] Aronson, E., & Mills, J. (1959). The effect of severity of initiation on liking for a group. The Journal of Abnormal and Social Psychology, 59(2), 177–181. https://doi.org/10.1037/h0047195

Teste PCR: participação na Pandemia da COVID-19

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Teste PCR aplicado à COVID-19
Teste PCR aplicado à COVID-19

Muito se tem falado sobre o teste PCR e a adequabilidade do mesmo para se efectuarem diagnósticos em massa na população.

Neste artigo iremos dar um olhar mais atento a essa questão.

Sensibilidade e Especificidade

  • Sensibilidade: Capacidade de detecção do teste (de qualquer coisa). A cada ciclo, capacidade do PCR aumenta. Poderá resultar em Falsos Negativos, se a Sensibilidade for baixa.
  • Especificidade: Capacidade do teste em detectar o que é suposto detectar. Capacidade de ser específico. Quanto mais ciclos de PCR se faz, menos especifico se torna. Quanto mais baixa for a Especificidade, mais probabilidade de Falsos Positivos (dependendo da prevalência da doença na população). Os Primers são determinantes na Especificidade.

O teste ideal seria aquele que apresentasse 100% de sensibilidade e de especificidade. Assim, teríamos apenas dois resultados: negativo (a pessoa não estaria doente) ou positivo (o indivíduo estaria doente). Portanto, não teríamos o falso-negativo ou o falso-positivo.

Quais os valores de Sensibilidade e Especificidade do PCR?

A Unilabs afirmou que o teste PCR para a COVID-19 teria uma Sensibilidade de 83% e uma Especificidade de 97%. [2] O valor de 97% de Especificidade é confirmado por um estudo publicado na Clinical Infectious Desises. [3]

Um relatório do governo inglês refere que a taxa de falsos positivos do RT-PCR estima-se em 2,3% (Desvio Padrão: 0,8 – 4,0%), baseado em estudos de 2004 a 2019, ainda não relacionados com a COVID-19. [5][6]

Limite de Prevalência

97% significa uma taxa de Falsos Positivos de 3%. Isso não é preocupante se tivermos uma prevalência da doença muito alta, próxima dos 100%. Mas à medida que a prevalência vai baixando, a taxa de falsos positivos vai-se tornando cada vez mais preocupante até chegar ao limite onde a testagem se torna impraticável em termos estatísticos. Esse limite chama-se Prevalence Treshold ou Limite de Prevalência. A partir daí, à medida que a prevalência baixa mais, os falsos positivos aumentam de forma exponencial.

A relação curvilínea entre o valor preditivo de um teste de rastreamento e a prevalência da doença alvo é proporcional. Por isso, há um ponto de inflexão de curvatura máxima na curva de triagem. A partir desse ponto, a taxa de precisão do teste desce muito rapidamente. Esse ponto de inflexão é o Limite de Prevalência.

O gráfico abaixo mostra esse ponto a partir do qual a fiabilidade do teste se degrada rapidamente.

Prevalence Treshold ou Limite de Prevalência
Prevalence Treshold ou Limite de Prevalência

Num estudo que calculou o Limite de Prevalência para o SARS-CoV-2 descobriu-se o seguinte:

“Em prática clínica, a sensibilidade e especificidade do teste RT-PCR para a COVID-19 é provavelmente menor do que aquela estimada analiticamente pela FDA (Food and Drug Administration). Por isso, a nossa estimativa do Limite de Prevalência é conservadora. Se houver uma prevalência abaixo de 9.3%, a precisão dos testes declina exponencialmente. Por outras palavras, esperamos uma subida abrupta de falsos positivos, aumentando falsamente a prevalência estimada da doença.” [4]

Prevalência do SARS-CoV-2 na População

Não sabemos ao certo o número de ‘casos’ verdadeiros de positivos na população e a única entidade que nos fornece números é a Office for National Statistics britânica que refere que até meados de Maio, a percentagem de “casos” na população britânica era de cerca de 0,2% (1 em 500 pessoas), rondando a partir daí e até Setembro entre os 0,02% e 0,05% (1 em 2000 pessoas), e aumentando no último mês, sendo a última estimativa feita (20 de Outubro) de 1% (1 em 100 pessoas). [7]

A prevalência sobe ou desce conforme a quantidade de testagem, se esta se der abaixo do Limite de Prevalência, o que é o caso, mesmo nos números mais potenciados de 1%, o que indica que a taxa de prevalência já está em si, a ser exacerbada pelo próprio teste. Mas tal acabará por ficar mais evidente ao longo deste artigo.

Onde se aplica a Taxa de Falsos Positivos?

É importante perceber que a taxa de falsos positivos é extrapolada da população geral e não somente do número de positivos obtido.

O relatório britânico referido atrás, na 2ª página, fornece um exemplo com 100.000 testados. Se a taxa de falsos positivos for 0,4%, dá 400. Mas como a taxa de falsos positivos anda à volta de 2,3%, ou seja, daria 2300 falsos positivos, quando a taxa de verdadeiros positivos (1%) daria 1000. [5]

Se a Taxa de Infecção fosse 0,2% (conforme algumas estimativas), o número de verdadeiros positivos seria 200 contra os 2300 de falsos positivos, o que dá uma imagem ainda muito mais evidente daquilo que refiro (mais de 90% de falsos positivos).

Paradoxo dos Falsos Positivos / Base Rate Fallacy

A Base Rate Fallacy (Falácia de Taxa Básica) trata-se de uma falácia onde, quando se apresenta informação sobre a prevalência de uma doença e informação específica (referente a apenas um caso), as pessoas tendem a ignorar a prevalência, privilegiando a informação específica individual. Para uma avaliação correcta, teria de se integrar ambas. [9]

Esta é a falácia utilizada no caso do Paradoxo dos Falsos Positivos.

Num estudo da NASA intitulado “Probability and Statistics in Aerospace Engineering” é referido na página 16: [8]

“(…) testes falsos positivos são mais prováveis do que verdadeiros positivos quando há uma baixa incidência da doença na população geral. É chamado a isto o Paradoxo dos Falsos Positivos.”

Isto acontece quando é ultrapassado o “Limite de Prevalência” referido anteriormente.

Como se fazem os cálculos?

Um exemplo detalhado: [10]

Imaginemos uma população, onde só 2% das pessoas estão infectadas. O resultado esperado de 1000 testes na população seria:

Verdadeiros positivos: 1000 x 2 / 100 = 20 pessoas com verdadeiro positivo.

Falsos positivos: 1000 x 100 – 2 / 100 = 49 pessoas falsas positivas.

Os remanescentes 931 ( = 1000 – (49 + 20)) testes são negativos correctos.

Esquema de Resultados Positivos e Negativos
Esquema de Resultados Positivos e Negativos

Utilizando o Teorema de Bayes [18], conclui-se que há 4,9% de probabilidades de se obter um falso positivo.

Para facilitar as contas, existe um Calculadora oferecida pelo BMJ (British Medical Journal), referência mundial em Ciência médica, que pode ser acedida aqui. [1]

Para valor iniciais, pode-se introduzir como valores 1% (que é o mínimo que a calculadora permite, embora na minha opinião a prevalência seja muito mais baixa) 83% e 97% como valores reconhecidos de Sensibilidade e Especificidade para o TR-PCR. Use-os e confira a proporção verdadeiros positivos / falsos positivos.
Como referido, os valores sugeridos são bastante generosos.

Estudo descobriu Especificidade muito menor do PCR

A primeira revisão de estudos que comparam PCR com padrões de ouro, chegou às seguintes conclusões: [11]

A Especificidade do PCR é chocantemente baixa: de 20% a 40%. Pior que aleatório.

Todos os cáculos apresentados acima baseavam-se numa Especificidade de 97%. Com especificidades a rondar entre os 20% e os 40%, o PCR torna-se completamente impraticável como testagem em massa e tem mesmo o poder de forjar pandemias onde não há nada, ou quase nada.

Estudo inicial chinês concluiu que PCR dava taxa de 80% de falsos positivos

Logo no início da alegada pandemia da COVID-19, foi publicado um estudo chinês que chegava à conclusão que 80% dos resultados positivos em assintomáticos eram falsos positivos. [12]

Como esses resultados divergiam bastante da Narrativa Oficial, obrigou-se a que o estudo fosse retirado.

Este seria o tipo de investigação que poderia ter dado um rumo completamente diferente à História.

Incoerências e polémicas acerca do criador do PCR para o SARS-COV-2

Christian Drosten, virologista alemão do Instituto Charité, em Berlim, foi a pessoa que desenvolveu o teste PCR aplicado ao SARS-CoV-2. [14][15]

Drosten já tinha estado envolvido em investigação relativamente ao PCR aplicado ao SARS  (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e MERS (Síndrome Respiratória do Médio Oriente).[16]

Apesar de defender uma boa fiabilidade do teste para o SARS-CoV-2, Drosten parece ter dado uma volta de 180º relativamente à sua opinião anterior, pelo que nos é dado entender através de uma entrevista que deu em 2014: [13]

“O método é tão sensível que pode detectar uma única molécula genética desse vírus. Onde anteriormente eram relatados doentes terminais, agora de repente, são incluídos nas estatísticas casos leves e pessoas estão saudáveis. Tal poderá explicar a explosão do número de casos [de MERS] na Arábia Saudita. Para isso também contribuiu o alarmismo dos Meios de Comunicação Social.”

A duplicidade das afirmações de Drosten aliada à validação de um teste que, como vimos ao longo de todo este artigo, parece não ser de todo adequado à testagem em massa em relação a um vírus que causa uma doença com prevalência muito baixa na população, parecem indicar poder haver algum tipo de conflito de interesses no seu trabalho.

Conclusão

Os argumentos utilizados neste artigo apontam de forma categórica para a incapacidade do teste PCR ser utilizado, como método único de diagnóstico e testagem e massa em relação à COVID-19. Tem mesmo o potencial de potenciar a crença numa pandemia, quando nada de remotamente similar possa estar a acontecer.

O teste PCR é o melhor teste existente actualmente na detecção de material genético. No entanto, a sua Especificidade depende da qualidade dos primers utilizados. E ainda que a Especificidade apresentada seja bastante elevada, a sua eficácia enquanto ferramenta de rastreio de uma epidemia dependerá sempre da prevalência da epidemia na população. Com uma baixa prevalência, o número de falsos positivos será sempre grande e exponencialmente crescente quanto mais baixa esta for.

O que é certo é que o teste PCR está na base de toda a narrativa apresentada.

O próprio criador do teste, vencedor do Prémio Nobel da Química precisamente por ter desenvolvido o PCR, levantou sérias dúvidas à utilização do teste como método diagnóstico. [17] É pena que tenha falecido em 2019. Certamente teria muito a dizer sobre os tempos actuais.

Fontes:

[1] Interpreting a covid-19 test result. BMJ 2020; 369 doi: https://doi.org/10.1136/bmj.m1808

[2] «Testes feitos aos jogadores da I Liga terão dado “falsos positivos”.» Observador. 22 de Maio de 2020.

[3] Jared Bullard et al. (2020). Predicting infectious SARS-CoV-2 from diagnostic samples. Clinical Infectious Diseases, ciaa638, https://doi.org/10.1093/cid/ciaa638

[4] Balayla, J., Lasry, A., Gil, Y., Volodarsky, A. (2020). PerelPrevalence Threshold and Temporal Interpretation of Screening Tests: The Example of the SARS-CoV-2 (COVID-19) Pandemic. doi: https://doi.org/10.1101/2020.05.17.20104927

[5] Carl Mayers & Kate Baker (2020). Impact of false-positives and false-negatives in the UK’s COVID-19 RT-PCR testing programme.

[6] Cohen, A., Kessel, B., Milgroom, M. (2020). Diagnosing COVID-19 infection: the danger of over-reliance on positive test results. doi: https://doi.org/10.1101/2020.04.26.20080911

[7] Coronavirus (COVID-19) Infection Survey, UK: 30 October 2020. Office for National Statistics. 

[8] M.H. Rheinfurth & L.W. Howell (1998). Probability and Statistics in Aerospace Engineering. NASA.

[9] The Base Rate Fallacy. Fallacy Files.

[10] Sensitivity and specificity. Wikipedia.

[11] Jefferson, T., Spencer, E., Brassey, J., Heneghan, C. (2020) Viral cultures for COVID-19 infectivity assessment – a systematic review (Update 4). doi: https://doi.org/10.1101/2020.08.04.20167932

[12] Zhuang, G., Shen, M., Zeng, L., Mi, B., Chen, F., Liu, W., Pei, L., Qi, X., Li, C. (2020).Potential false-positive rate among the ‘asymptomatic infected individuals’ in close contacts of COVID-19 patients. Zhonghua Liu Xing Bing Xue Za Zhi, 41 (4):485-488. doi: 10.3760/cma.j.cn112338-20200221-00144

[13] „Der Körper wird ständig von Viren angegriffen“. WirtschafrsWoche. 2014.

[14] Corman, V. et al. (2020). Detection of 2019 novel coronavirus (2019-nCoV) by real-time RT-PCR. Euro Surveill. 2020 Jan 23; 25(3): 2000045. doi: 10.2807/1560-7917.ES.2020.25.3.2000045

[15] Corman, V., Bleicker, T., Brünink, S., Drosten, C. (2020) Diagnostic detection of 2019-nCoV by real-time RT-PCR. Charité Virology, Berlin, Germany.

[16] Drosten, C. et al. (2004). Evaluation of Advanced Reverse Transcription-PCR Assays and an Alternative PCR Target Region for Detection of Severe Acute Respiratory Syndrome-Associated Coronavirus. DOI: 10.1128/JCM.42.5.2043-2047.2004

[17] «Kary Mullis, criador do teste PCR, levantou sérias dúvidas em relação à utilização do mesmo para doenças infecciosas.» Paradigmas. 18 de Novembro de 2020.

[18] Teorema de Bayes. Wikipedia.

Kary Mullis, criador do teste PCR, levantou sérias dúvidas em relação à utilização do mesmo para doenças infecciosas

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Kary Mullis
Kary Mullis

Tem havido muita controvérsia sobre as alegações de que Kary Mullis, o criador do teste PCR, que está a ser amplamente utilizado para detectar os chamados ‘casos’ de COVID-19, não acreditava que a tecnologia fosse adequada para detectar doenças infecciosas em massa.

Os que avançaram com tais afirmações foram atacados por Fact-Checkers e pelos Meios de Comunicação Social, alegando que os comentários de Mullis tinham sido retirados do contexto.

Mullis faleceu infelizmente em 2019. Certamente teria muito a dizer sobre a situação actual.

Abaixo apresentamos um vídeo em que Mullis fala sobre a eficácia da tecnologia. No vídeo, Mullis discorre sobre a polémica em torno da causalidade da SIDA.

Diz Mullis:

“Não acho que se possa usar o PCR indevidamente. Só os resultados, a interpretação dos resultados. Se eles podem encontrar um vírus em si – e com o PCR, se for bem feito, pode encontrar quase tudo em qualquer pessoa.”

Mullis não afirma explicitamente que a tecnologia PCR é inadequada para detectar uma presença significativa de SARS-CoV-2. Nem poderia, uma vez que faleceu antes do aparecimento da COVID-19. Mas tal conclusão pode ser inferida com segurança:

“Isto faz com que se comece a acreditar naquela que é, mais ou menos, a noção Budista de que tudo está contido em tudo o resto. Se se puder amplificar uma única molécula até algo que se possa medir, o que pode ser feito pelo PCR, então haverá muito poucas moléculas das quais não se possua pelo menos uma no seu corpo.”

Ou seja, quanto mais ciclos de amplificação usados no PCR, mais probabilidade há de testar positivo.

Mullis então aborda a questão do que deve ser considerado significativo, que é a questão central do uso dos testes PCR. Será que o número de ‘casos’, usado em todo o mundo por governos para impor estados policiais e destruição flagrante de direitos significa realmente alguma coisa? A resposta parece ser ‘não’:

Isso pode ser considerado um uso indevido: alegar que [um teste PCR] é significativo. Informa algo acerca da natureza e do que lá está. Testar uma coisa e dizer que tem um significado especial é, penso eu, o problema. A medida para isso não é exata; não é tão bom quanto a medição de maçãs. Os testes são baseados em coisas que são invisíveis e os resultados são inferidos de certa forma. Permite que se pegue numa quantidade minúscula de qualquer coisa, torne-a mensurável e se possa especular sobre isso. ”

Mullis também aborda, por implicação, outra questão sobre a incidência de ‘casos’. Se o seu teste for positivo, será que está realmente doente? Era isso que antes significava a palavra “casos”: pessoas que padeciam de uma doença. A posição de Mullis é clara:

“(…) o teste PCR é um processo que serve para fazer muito de alguma coisa, mas não te diz se estás doente (…)”

Num artigo de John Lauritsen [1] refere outra opinião de Mullis em relação à sua criação:

PCR Quantitativo é um oximoro. O PCR destina-se a identificar substâncias qualitativamente. Pela sua natureza é inapropriado para estimar números. Embora haja uma impressão errônea comum de que os testes de carga viral contabilizam realmente o número de vírus no sangue, esses testes não conseguem detectar vírus infecciosos livres, só podem detectar proteínas que se acredita, em alguns casos erroneamente, serem exclusivas do HIV. Os testes podem detectar sequências genéticas de vírus, mas não os próprios vírus.”

Esta afirmação refere-se ao HIV, mas a mesma lógica poderá aplicar-se ao SARS-CoV-2.

Vídeo:

Fontes:

[1] «Has Province Town become Protease Town?» John Lauritsen. New York Native. 9 de Dezembro de 1996.

Tribunal da Relação considera testes da COVID-19 improcedentes

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Tribunal da Relação de Lisboa
Tribunal da Relação de Lisboa

Foi proferido o Acórdão N.º 1783/20.7T8PDL.L1-3 pelo Tribunal da Relação de Lisboa datado de 11 de Novembro de 2020. [1]

Tal acórdão corresponde a uma decisão de mérito judicial de um Tribunal Superior e não permite recurso para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ), pelo que se consolidou na jurisprudência portuguesa.

A decisão deste acórdão, teve origem num “habeus corpus” intentado por cidadãos a quem foi decretado o isolamento no Arquipélago dos Açores, em que o Juiz de Instrução Criminal local ordenou, novamente, a libertação por prisão ilegal. Tendo a Direcção Geral de Saúde (DGS) recorrido para o tribunal superior competente territorialmente, o Tribunal da Relação de Lisboa. O recurso da própria DGS foi apreciado neste acórdão e pela bondade das Sras. Drs. Juízas Desembargadores, incidiu aquele em várias questões que foram suscitadas pelas partes.

Assim se permitiu a aplicação a todo o território nacional e ilhas do seguinte:

1) A desaplicação de todas as normas jurídicas elaboradas e a elaborar pelo poder político no contexto da alegada pandemia.

2) Fica exposta a óbvia usurpação de funções pela DGS e Delegados de Saúde no contexto pandémico.

3) Indicia-se a fraude relativamente aos números criados pelos testes popularmente conhecidos por zaragatoa nasal, sejam de resultado lento ou rápido (que o Governo pretende aplicar em breve).

4) O esclarecimento de que as restrições no âmbito da pandemia sempre foram e serão contra o Direito à Liberdade e não, somente, à circulação e outros derivados subvertidos pelo poder político.

5) O esclarecimento claro sobre o Direito de Liberdade que, nunca pode ser alvo de restrições no Ordenamento Jurídico Português.

6) O óbvio valor hierárquico superior da Constituição da República Portuguesa (C.R.P.) e dos Tratados Internacionais perante toda a legislação produzida e a produzir pelo Poder Político mesmo em contextos de “estados de emergência”, encontrando-se aquela decretação vazia de qualquer valor legal, no contexto da alegada pandemia.

7) Sublinha-se que todos os testes médicos com recurso a zaragatoa nasal têm que ser autorizados e os cidadãos esclarecidos previamente nos termos do nº1 do artº 6º da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos, que Portugal subscreveu e se mostra interna e externamente obrigado a respeitar.

Incapacidade dos testes PCR

O acórdão faz menção à incapacidade do testes PCR como elemento de diagnóstico.

Diz o seguinte:

Face à actual evidência científica, esse teste mostra-se, só por si, incapaz de determinar, sem margem de dúvida razoável, que testar positivo corresponde, de facto, à infecção de uma pessoa pelo vírus SARS-COV-2, por várias razões, das quais se destacam duas (a que acresce a questão do gold standard que, pela sua particularidade, nem sequer é abordado):

1) Por essa fiabilidade depender do número de ciclos que compõem o teste;

2) Por essa fiabilidade depender da quantidade de carga viral presente.

Efectivamente, os testes RT-PCR (Reacção em Cadeia da Polimerase), testes de biologia molecular que detectam o RNA do vírus, comumente utilizados em Portugal para testar e enumerar o número de infectados (após recolha nasofaríngea), são realizados por amplificação de amostras, através de ciclos repetitivos. Do número de ciclos de tal amplificação, resulta a maior ou menor fiabilidade de tais testes. E o problema é que essa fiabilidade se mostra, em termos de evidência científica (e neste campo, o julgador terá de se socorrer do saber dos peritos na matéria) mais do que discutível.

É o que resulta, entre outros, do muito recente e abrangente estudo publicado em finais de Setembro deste ano, pela Oxford Academic, realizado por um grupo que reúne alguns dos maiores especialistas europeus e mundiais na matéria. [2]

Nesse estudo conclui-se, em tradução livre:

“A um limiar de ciclos (ct) de 25, cerca de 70% das amostras mantém-se positivas na cultura celular (i.e. estavam infectadas): num ct de 30, 20% das amostras mantinham-se positivas; num ct de 35, 3% das amostras mantinham-se positivas; e num ct acima de 35, nenhuma amostra se mantinha positiva (infecciosa) na cultura celular (…).”

“Isto significa que se uma pessoa tem um teste PCR positivo a um limiar de ciclos de 35 ou superior (como acontece na maioria dos laboratórios do EUA e da Europa), as probabilidades de uma pessoa estar infectada é menor do que 3%. A probabilidade de a pessoa receber um falso positivo é de 97% ou superior”.”

O que decorre destes estudos é simples – a eventual fiabilidade dos testes PCR realizados depende, desde logo, do limiar de ciclos de amplificação que os mesmos comportam, de tal modo que, até ao limite de 25 ciclos, a fiabilidade do teste será de cerca de 70%; se forem realizados 30 ciclos, o grau de fiabilidade desce para 20%; se se alcançarem os 35 ciclos, o grau de fiabilidade será de 3%.

Ora, no caso presente, ignora-se qual o número de ciclos de amplificação com que são realizados os testes PCR em Portugal, incluindo Açores e Madeira, uma vez que não nos foi possível encontrar qualquer recomendação ou limite a esse respeito.

Por seu turno, num estudo também muito recente publicado no igualmente prestigiado The Lancet, Respiratory Medicine, refere-se (para além das múltiplas questões que a própria precisão do teste suscita, quanto à específica detecção do vírus SARS-CoV-2, por fortes dúvidas quanto ao cumprimento do chamado gold standard) que (tradução livre): [3]

“Qualquer teste de diagnóstico deve ser interpretado no contexto da possibilidade efectiva da doença, existente antes da sua realização. Para COVID-19, essa decisão de realização do teste, depende da prévia avaliação da existência de sintomas, história médica anterior de COVID-19 ou presença de anticorpos, qualquer potencial exposição a essa doença e não verosimilhança de outro possível diagnóstico.”

“Uma das potenciais razões para a apresentação de resultados positivos poderá residir no prolongado derramamento de RNA viral, que se sabe poder estender-se por semanas, após a recuperação, naqueles que foram anteriormente expostos ao SARS-CoV-2. Todavia, e mais relevantemente, não existem dados científicos que sugiram que baixos níveis de RNA viral por RT-PCR equivalham a infecção, excepto se a presença de partículas virais infecciosas tiver sido confirmada através de métodos de cultura laboratorial. Em síntese, testes COVID-19 que acusem falsos positivos mostram-se cada vez mais prováveis, no actual panorama climático epidemiológico do Reino Unido, com consequências substanciais a nível pessoal, do sistema de saúde e societário.”

Além disso:

  • Um diagnóstico é um acto médico, da exclusiva responsabilidade de um médico.
  • A prescrição de métodos auxiliares de diagnóstico (como é o caso dos testes de detecção de infecção viral), bem como o diagnóstico quanto à existência de uma doença, relativamente a toda e qualquer pessoa, é matéria que não pode ser realizada por Lei, Resolução, Decreto, Regulamento ou qualquer outra via normativa, por se tratarem de actos que o nosso ordenamento jurídico reserva à competência exclusiva de um médico, sendo certo que este, no aconselhamento do seu doente, deverá sempre tentar obter o seu consentimento esclarecido.

Conclusão

O que se pode concluir deste acórdão é que:

1) O teste PCR é inadequado para produzir diagnósticos, muito menos para testagem massificada, podendo dar a impressão de se estar perante uma pandemia, quando tal não é o caso.

2) Não se pode restringir liberdades justificando-se com a questão de saúde pública, muito menos pela mão da DGS ou outra qualquer entidade não-competente em termos de direito público.

Conclusões arrasadoras para a narrativa oficial da COVID-19.

Fontes:

[1] Pode descarregar o Acórdão na íntegra aqui.

[2] Rita Jaafar et. al (2020). Correlation Between 3790 Quantitative Polymerase Chain Reaction–Positives Samples and Positive Cell Cultures, Including 1941 Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2 Isolates. Clinical Infectious Diseases, ciaa1491, https://doi.org/10.1093/cid/ciaa1491

[3] Surkova, E., Nikolayevskyy, V., Drobniewski, F. (2020). False-positive COVID-19 results: hidden problems and costs. Publicado online em 29 de Setembro de 2020. https://doi.org/10.1016/S2213-2600(20)30453-7

Reportagem “Os Negacionistas” da TVI: uma cilada hostil

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Reportagem «Os negacionistas» na TVI
Reportagem «Os negacionistas» na TVI

Ontem, a TVI dedicou a quase totalidade da sua programação nocturna a um ataque cerrado a todos os movimentos de cidadãos que possuem uma opinião divergente da narrativa oficial, sobretudo alguns dos grupos “pela Verdade“, nomeadamente os “Médicos pela Verdade” e “Jornalistas pela Verdade“.

Os 55 mil gostos da página “Médicos pela Verdade” devem estar a causar-lhes muito peso. São cada vez mais as pessoas que se unem num coro de revolta em relação à Ditadura Sanitária imposta.

Em primeiro lugar, gostaria de me dirigir aos membros desses grupos, pois parece-me, foram cometidos erros essenciais:

1- A Dra. Margarida ter sido “obrigada” a usar máscara na entrevista. Se está a defender a não utilização das mascaras, não poderia ceder a esta “regra” dos entrevistadores. Esse foi um ponto que só por si, poderia destruir toda a sua defesa. Um símbolo. Uma nódoa que funcionou de forma subliminar em toda a entrevista. O entrevistador chegou mesmo a confronta-la com isso.

2- O desejo de aparecer em veículos mais alargados de comunicação (Televisão) não pode permitir que tal aconteça a todo o custo. Já não basta jogar em terreno hostil como ainda por cima, com as suas regras? Não. Há limites. Na minha opinião, mais vale utilizar outros meios de comunicação do que se sujeitar a situações que só prejudicam.

A média tradicional tem os dias contados. Deixemo-la cair de podre. A forma corrupta como se têm apresentado não é senão o estretor de morte de uma entidade moribunda. Explore-se e utilize-se novas formas de comunicação.

3- Não se pode permitir aparecer em entrevistas gravadas, porque já se sabe que as imagens serão manipuladas a bel-prazer. Retirar-se-ão informações do seu contexto, aproveitar-se-ão ângulos, trejeitos e expressões menos favoráveis, e terão tempo de sobra para contrastar as informações proferidas conforme se lhes apeteça, sem direito a resposta. Com este grau de desequilíbrio e distorção, até alguém que não possui quaisquer argumentos pode parecer vencedor.

Mas vencedor do quê? Não é suposto ao jornalismo apurar a verdade?

A posição marcadamente hostil da TVI relativamente às opiniões divergentes atesta a completa ausência de imparcialidade, condição essencial de quem aspira a apurar a verdade dos factos.

Mas a TVI não é um serviço de informação público. É uma máquina de propaganda que visa moldar e formatar opiniões.

4- É necessário que se esteja bem preparado. As evidências que atestam estarmos perante uma pandemia fraudulenta são esmagadoras. Mas é preciso que sejam minuciosamente preparadas e sempre facilmente acessíveis. Do lado da TVI, a única coisa que conseguem fazer é citar a DGS e OMS, dar voz a “especialistas” que não são mais do que testas-de-ferro do sistema e fazer alarde a alegadas “evidências científicas” das quais nunca apresentam referências. São muito fraquinhos e só armadilhando completamente o terreno conseguem aparentamente vingar o seu dogma.

O que se passou foi uma emboscada preparada pela TVI na qual caíram, de forma ingénua, os intervenientes, ansiosos que estavam por contribuir para uma melhoria da loucura na qual vivemos.

Não quero, no entanto, que se sintam mal por isso. Faz parte da batalha em curso. Há que perceber o grau de astúcia e malícia utilizado pelos promotores desta patranha. As cicatrizes tornam-nos mais fortes.

De seguida, apresento alguns “argumentos” utilizados pela TVI:

1 – Uso de Máscaras

Referências utilizadas pela TVI:

a) OMS: uma entidade repleta de conflitos de interesse, cujo principal financiador é a Fundação Bill & Melinda Gates e que já no passado forjou pandemias, como a da Gripe A, de 2009, que viria a revelar-se outro logro. [4]

b) Filipe Froes: o médico que tem mantido uma postura completamente incoerente e pautada pela desinformação ao longo de todos este processo. Nas fontes, leiam o artigo e vejam o vídeo onde ele referia que as máscaras não serviam para nada (Fonte: [1]).

– Na verdade, existe uma extensa bibliografia científica, inclusive RCTs (Random Control Trials) de elevada qualidade que concluíram que as máscaras não são eficazes na prevenção de doenças infecciosas respiratórias, e que são nocivas para a saúde. [3]

2 – Maioria da Comunidade Científica errada sobre o Coronavirus

Ouve-se muito, por parte dos defensores da narrativa oficial, fazer apelo à “comunidade científica internacional”, como se esta defendesse a existência de uma pandemia mortal. Mas no que se baseiam para fazer esta afirmação?

Na verdade, a comunidade científica internacional tem seguido gradualmente no sentido contrário: no que atesta estarmos a viver uma pandemia fraudulenta. Temos assistido à formação de vários movimentos, como os “Médicos pela Verdade” dos vários países, onde nalguns dos quais se tem atingido centenas de membros; ACU2020 (Comité de Investigação Corona Extra-Parlamentar) [5], a Grande Declaração de Barrington [6], etc.

Relativamente à última, o repórter fez alusão ao facto da declaração ser bastante breve, não possuir referências científicas e ter sido assinada apenas por três pessoas, quando na verdade e apesar de algumas assinaturas não autenticadas (o que é passível de acontecer em qualquer sítio da internet), acumulou quase 12 mil cientistas e 35 mil médicos. Será que a TVI consegue equiparar estes números quando fala em “comunidade científica internacional”?

Nomes como John Ioannidis (epidemiólogo mais citado da actualidade), Michael Levitt (prémio nobel da Química), Knut Wittkowski, Beda Stadler, Karl Friston, Martin Kulldorff, Eitan Friedman, Paul McKeigue, Sunetra Gupta, Sucharit Bahkdi, todos epidemiólogos com carreiras notáveis nada dizem aos senhores da TVI?

Wolfgang Wodarg, Joel Kettner, Yoram Lass, Pietro Vernazza, Frank Ulrich Montgomery, Yanis Roussel, David Katz, Michael T. Osterholm, Peter Goetzsche, Hendrik Streeck, Carl Heneghan, Anders Tegnell, Francois Balloux, Beda Stadler, Karin Mölling, Siegwart Bigl, Doron Lancet, Matthias Thöns, Michael Tsokos, Detlef Krüger, etc. [7]

E muitos muitos mais…

“Comunidade científica internacional”, diz a TVI… Certo!

3- Assintomáticos propagam

O que é um assintomático? Será alguém que realmente possui carga viral activa suficiente para infecção? Se assim fosse, porque é que o corpo não reagiria à infecção? Se não houver carga viral suficiente, quais as probabilidades de contágio? Será que há algumas? Um estudo sugere que apesar de poderem ser detectados ácidos nucleicos do vírus em amostras no tracto respiratório de assintomáticos, há menos oportunidade de transmissão do que em alguém sintomático, devido à ausência de forma de expelir o patógeno pela tosse ou espirro. [16]

Vários estudos têm descoberto imunidade prévia ao SARS-Cov-2 em boas franjas da população. [9][10][11][12] Um desses estudos, publicado na reputada revista BMJ, levanta algumas luzes sobre a imunidade cruzada. Segundo o estudo, quando uma população conta com pessoas com imunidade pré-existente, como parecem estar a indicar os estudos com células T, o limite de imunidade de grupo com base num R0 de 2,5 pode ser reduzido de 60% para 10% da população infectada. [13] Ora, 10% já foi publicado pela própria TVI (na altura, de forma desonesta e insidiosa [17]), como tendo sido o número de pessoas já “infectadas” pelo SARS-CoV-2.

Além disso, a prevalência da COVID-19 é muito, muito baixa (segundo dados oficiais tem andado entre os 0,03% e os 1%, mas mesmo estes números estão muito inflacionados porque dependem da testagem em massa pelo PCR). Segundo um estudo recente, o Limite de Prevalência para que fizesse minimamente sentido testar em massa para a COVID-19 é 9,3% [14], valor muito acima do real. Com estes níveis de prevalência, segundo o Teorema de Bayes, temos uma taxa de falsos positivos muitas vezes superior à de verdadeiros positivos. E temos toda uma pandemia de assintomáticos a ser alimentada por esta ignorância estatística.

Um estudo chinês que surgiu logo no início desta histeria colectiva dava conta de uma taxa de falsos positivos no PCR de 80%. O estudo foi de imediato abafado. A Ciência foi morta! Este tipo de estudos poderia ter cortado o “mal pela raíz”. [15]

Perante esta realidade, que relevância tem sequer a ideia rebuscada de que os assintomáticos possam propagar o vírus?

No entanto, há estudos que indicam precisamente que os assintomáticos não propagam o vírus SARS-CoV-2, como por exemplo um onde 455 pessoas que contactaram com assintomáticos, registaram 0 (Zero!) infecções. [16]

TVI, onde estão as referências dos estudos que provam que os assintomáticos propagam a doença? Gostaria de ver…

E ficaram-se por aqui os argumentos da TVI, que terminou a peça com um incentivo à purga dos hereges.

Conclusão

A TVI vendeu uma imagem que incentiva ao ódio, classificando as pessoas dos movimentos “pela Verdade” como sendo de “má fé” e “má índole”. À reportagem, seguiram-se pelas redes sociais, de forma previsível, inúmeras manifestações de ódio contra esses movimentos.

Um acto declarado de Guerra, daquela que não passa de uma máquina de propaganda maciça.

Emanuel Monteiro e André Carvalho Ramos
Emanuel Monteiro e André Carvalho Ramos

O próprio repórter da TVI presente nesta reportagem, André Carvalho Ramos, foi acusado criminalmente de ter agredido física e verbalmente Emanuel Monteiro, também ele repórter da TVI, com quem mantinha uma relação amorosa. Algo que não se coaduna com a postura altiva que manteve na reportagem. [2]

A TVI, assim como outros orgãos de comunicação social, estão a ficar cada vez mais expostos naquela que é a sua verdadeira actividade: MANIPULAR !

Cada vez mais olhos enxergam aquilo que são.

A verdade prevalecerá!

Fontes:

[1] «As crónicas sinuosas de Filipe Froes.» Paradigmas. 1 de Novembro de 2020.

[2] «Caso de violência doméstica entre jornalistas da TVI: “És uma pu** como a tua mãe.”» TV 7 Dias. 7 de Novembro de 2020.

[3] «As máscaras não são eficazes nem saudáveis – uma revisão da literatura.» Paradigmas. 9 de Setembro de 2020.

[4] «How is the World Health Organization funded?» World Economic Forum. 15 de Abril de 2020. (Pouco depois, os EUA deixaram de financiar a OMS)

[5] ACU2020

[6] Great Barrington Declaration

[7] «Weltweiter Widerstand.» Rubikon. 21 de Maio de 2020.

[9] Takuya Sekine et al. (2020). Robust T cell immunity in convalescent individuals with asymptomatic or mild COVID-19. bioRxiv. doi: 10.1016/j.cell.2020.08.017

[10] Alessandro Sette & Shane Crotty (2020). Pre-existing immunity to SARS-CoV-2: the knowns and unknowns. Nature Reviews Immunology volume 20, p. 457–458.

[11] «As máscaras não são eficazes nem saudáveis – uma revisão da literatura.» Paradigmas. 9 de Setembro de 2020.

[12] University of Arizona Health Sciences. SARS-CoV-2 antibodies provide lasting immunity. MedicalXpress. 13 de Outubro de 2020.

[13] Peter Doshi (2020). Covid-19: Do many people have pre-existing immunity? BMJ, 370. doi: https://doi.org/10.1136/bmj.m3563

[14] Jacques Balayla et al. (2020). Prevalence Threshold and Temporal Interpretation of Screening Tests: The Example of the SARS-CoV-2 (COVID-19) Pandemic. medRxiv. doi: https://doi.org/10.1101/2020.05.17.20104927

[15] Way Back Machine: Zhuang GH1, Shen MW, Zeng LX, Mi BB, Chen FY, Liu WJ, Pei LL, Qi X, Li C.(2020) [Potential false-positive rate among the ‘asymptomatic infected individuals’ in close contacts of COVID-19 patients] 5, 41 (4):485-488. doi: 10.3760/cma.j.cn112338-20200221-00144.

[16] Ming Gao, Lihui Yang, Xuefu Chen, Yiyu Deng, Shifang Yang, Hanyi Xu, Zixing Chen & Xinglin Gaoe (2020). A study on infectivity of asymptomatic SARS-CoV-2 carriers. Respir Med. 2020 Aug; 169: 106026. doi: 10.1016/j.rmed.2020.106026

[17] 10% da população mundial ter sido exposta ao SARS-CoV-2, não implica que 90% esteja vulnerável devido à forte imunidade específica e imunidade cruzada encontrada na população, conforme alguns estudos que citei neste artigo (poderá obter mais informação em: «População apresenta forte imunidade em relação ao SARS-CoV-2»). Trata-se de mais uma desonestidade e contra-informação, vulgo Fake News, por parte da TVI.

Link: «OMS estima que 90% da população mundial é vulnerável à COVID-19.» TVI. 5 de Outubro de 2020.

Medical Apartheid (Index)

0
Caduceu

Brief Presentation:

Paradigmas presented a series of Posts related to the Pharmaceuticals, originated from a Post published, probably in 2007, in the French newspaper “Le Monde” called «Portraits of a Medical “Apartheid” and written by Sonia Shah, a Canadian journalist who authored the books “The Body Hunter” and “Crude: The Story of Oil“.

The Post penetrates the dark business of Pharmaceuticalsand reveals some details that are at least interesting, which give us an account of a certain not so racial, but social and economic segregation in the operation of this corporate machine.

Index:

To facilitate the reading of this Posts, we divided it into 10 parts. It was decided to create an Index.

« General Health
« Big Pharma

Drugs (Index)

0
Medicamentos
Medicamentos

Number of Posts (Drugs): 0

LIST:


Genetically Modified Organisms (GMOs) (Index)

0

Número de artigos (Genetically Modified Organisms (GMOs)): 0

Index of the Posts published on the subject of Genetically Modified Organisms (GMOs), aiming to elucidate our readers about what they are, by definition. This information has become, in our opinion, important, in support of other Posts that have been and will be launched in Paradigmas, and which are a very current subject, worthy of debate and reflection at various levels.

INTRODUCTION:

LIST:


Other Documents (Index)

0
Documentos

Number of Posts (Other Documents): 0

LIST:

Roswell Case (Index)

0
Caso Roswell

Number of Posts (Roswell Case): 1

Index of the publications presented about the Roswell Case, the one that has probably become the most prominent and well-known case of UFOs, having generated enough controversy to continue to be debated until today.

INTRODUCTION and RELATED INDEXES:

LISTAGEM:


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