Atlântida: hipóteses sobre a sua localização geográfica

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Santorini, a Atlântida
Santorini, a Atlântida

Há diversas correntes de teorias sobre onde se situaria a Atlântida, e sobre quem teriam sido os seus habitantes. A lenda que postula Atlântida e Lemúria / Mu como continentes perdidos, ocupados por diferentes raças humanas, ainda encontra bastante aceitação popular, sobretudo no meio esotérico (não confundir com os antigos continentes que, de acordo com a teoria da tectónica de placas existiram durante a História da Terra, como a Pangeia e o Sahul).

Alguns teóricos sugerem que Atlântida seria uma ilha sobre a Dorsal Oceânica que – no caso de não ser hoje parte dos Açores, Madeira, Canárias ou Cabo Verde – teria sido destruída por movimentos bruscos da crosta terrestre naquele local. Essa teoria baseia-se em supostas coincidências, como a construção de templos em forma de pirâmide na América, semelhantes às pirâmides do Egipto, facto que poderia ser explicado com a existência de um povo no meio do oceano que separa estas civilizações, suficientemente avançado tecnologicamente para navegar até à África e à América para disseminar os seus conhecimentos. Esta posição geográfica explicaria a ausência concreta de vestígios arqueológicos sobre este povo. No Google Earth podemos encontrar em 31º30’39.44″N 24º29’13.84 um esqueleto, o qual poderia ser parte da Atlântida a 700 km a sudoeste da Ilha da Madeira.

Alguns estudiosos dos escritos de Platão acreditam que o continente da Atlântida seria na realidade a própria América, e o seu povo culturalmente avançado e coberto de riquezas seria o povo Chavín, da Cordilheira dos Andes, ou os olmecas da América Central, cujo uso de ouro e pedras preciosas é confirmado pelos registos arqueológicos. Os terramotos, que eram comuns nestas regiões, poderiam ter dado fim a estas culturas, ou pelo menos tê-las abalado de forma violenta durante um certo período de tempo. Através de diversos estudos, alguns investigadores chegaram à conclusão que Tiahuanaco, localizada no planalto boliviano, seria a antiga Atlântida. Essa civilização teria existido de 17.000 a.C. a 12.000 a.C., numa época em que a região era navegável. Foram encontrados portos de embarcações em Tiahuanaco, faltando escavar 97,5% do local.

Santorini
Arquipélago de Santorino

Para alguns arqueólogos e historiadores, a Atlântida poderá ter sido uma mistificação da cultura minóica, que floresceu na ilha de Creta até ao final do Século XVI a.C. Os ancestrais dos gregos, os micénicos, tiveram contacto com essa civilização culturalmente e tecnologicamente muito avançada no início do seu desenvolvimento na península Balcânica. Com os minóicos e os micénicos aprenderam arquitectura, navegação e o cultivo de oliveiras, elementos vitais da cultura helénica posterior. No entanto, dois fortes terramotos e maremotos no mar Egeu solaparam as cidades e os portos minóicos, e a civilização de Creta rapidamente desapareceu. É possível que as histórias sobre este povo tenham ganho proporções míticas ao longo dos séculos, culminando com o conto de Platão.

Uma formulação moderna da história da Atlântida e dos atlantes foi feita por Helena Petrovna Blavatsky, fundadora da Teosofia. No seu principal livro, «A Doutrina Secreta», ela descreve em detalhe a raça atlante, o seu continente e a sua cultura, Ciência e Religião.

Existem alguns cientistas que remetem a localização da Atlântida para um local sob a superfície da Antártica.

A localização mais recente foi sugerida pela imagem obtida com o Google Earth por um engenheiro aeronáutico e publicada no tablóide The Sun, mostrando contornos que poderão indicar a construção de edifícios numa vasta extensão com dimensões comparáveis ao País de Gales e situado no Oceano Atlântico, numa área conhecida como o abismo plano da Ilha da Madeira. Richard Freund, um arqueólogo da Universidade de Hartford, no Connecticut, afirma que um tsunami inundou a antiga cidade.

A região assemelha-se muito às considerações de Crítias sobre o Quadrilátero, pela sua grandeza e as suas ramificações. Há também, à frente dessa gigantesca estrutura, uma pequena geometria circular, dividida em quatro secções pelas ramificações que se cruzam, conforme as menções sobre os canais que envolviam a cidade, referidos no livro de Platão.

Fonte: Wikipédia (Pt)

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