BIOGRAFIA: Robert Charroux

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Robert Charroux
Robert Charroux

Robert Charroux foi o mais conhecido pseudónimo de Robert Joseph Grugeau (7 de Abril de 190924 de Junho de 1978). Foi um autor francês conhecido pelas suas teorias dos antigos astronautas e escrita sobre outros assuntos marginais.

Início de carreira

Robert Charroux trabalhou para os correios franceses e escreveu oito trabalhos de ficção entre 1942 e 1946, usando o pseudónimo Saint-Saviol. Também escreveu os guiões para uma comédia francesa («Atomas»), sobre um super-herói com força atómica, que era publicada numa revista semanal (Mon Journal), no fim dos anos 40.  Para a mesma revista, Charroux escreveu uma aventura de ficção científica em forma de série. Chamava-se «Prof. Barthelemy’s Flying Island». Começou por usar o pseudónimo Charroux em 1942, que se havia de tornar no seu pseudónimo mais frequente a partir de 1962.

Robert Charroux casou com Yvette Bernuchot em Abril de 1930. Viveram na rua St Sulpice em Paris no fim dos anos 50.

Antigos Astronautas

Charroux foi um pioneiro na Teoria dos Antigos Astronautas, publicando pelo menos seis trabalhos de não-ficção deste género na última década da sua vida, incluindo «História Desconhecida dos Homens desde há cem mil anos» (1981), «O Livro dos Mundos esquecidos» (1973), «O Livro dos Senhores do Mundo» (1979) e «Legacy of the Gods» (1974).

A influência que o primeiro trabalho de Charroux (na versão de 1963) teve nos primeiros livros de Erich Von Däniken (ca. 1996), assim como a influência que os primeiros livros de Von Däniken tiveram em Charroux, é largamente apreciada, mas Von Däniken parece ter estado igualmente familiarizado com um antigo trabalho francês, «The Morning of the Magicians», de Louis Pauwels e Jacques Bergier (1960), que parece ter sido uma inspiração directa tanto para Charroux como para Von Däniken. O editor de Charroux contactou Von Däniken em Março de 1968 preocupado com evidências de plágio, o que resultou em posteriores impressões de «Eram os Deuses Astronautas?» e «Return to the Stars» que mencionavam Charroux, pelo menos na bibliografia.

Robert Charroux
Robert Charroux

As teorias de Charroux sobre Antigos Astronautas foram criticadas pelo arqueólogo francês Jean-Pierre Adam em 1975.

Um escritor que escreveu sobre Antigos Astronautas, semelhante a Charroux e Von Däniken  e que os antecedeu, foi Brinsley Le Poer Trench, cujo primeiro livro sobre o tópico foi publicado em 1960. O mais antigo livro sobre o tema foi publicado em 1960. O mais antigo escritor sobre Antigos Astronautas parece ter sido Morris K. Jessup, cujo livro «UFOs and the Bible» foi publicado pelo primeira vez em  1956.

Celticismo

Alguns vêem os seus trabalhos como exemplos de Celticismo. Celticismo (similar a Nordicismo) foi um movimento nacionalista popular em França e países celtas no início do Século XX. Robert Chaurroux, por exemplo, no seu livro «O Livro dos Mundos esquecidos», sugeriu que os Maias e os antigos peruanos eram antigos emigrantes celtas. De acordo com Charroux, O Candelabro de Paracas e as Linhas Nazca foram criados por uma civilização pré-celta, talvez a mesma que criou o Homem Longo de Sussex de Wilmington em Inglaterra. Também relacionou os deuses de pele branca mencionados no Popul Vuh como sendo antigos celtas da Hiperbórea.

No seu livro «O Livro dos Mundos Esquecidos», Charroux rejeita a teoria da evolução, argumentando antes em favor da involução. Charroux alegou que o homem tem vindo a regredir, tendo sido superior no passado. Também alegou que a “Atlântida e Mu não são Sonhos de esoteristas, mas realidades de uma era misteriosa”. Posteriormente explicou que os atlantes e os hiperbóreos foram os ancestrais do homem moderno, e os primeiros humanos na Terra foram originalmente extraterrestres.

Ao contrário da maioria dos escritores defensores da Teoria dos Antigos Astronautas, Charroux interessou-se bastante pelo racialismo. De acordo com Charroux, a Hiperbórea ficava situada entra a Islândia e a Gronelândia e era a casa da raça nórdica branca, com cabelos loiros e olhos azuis. Charroux alegou que essa raça era de origem extraterrestre e tinha vindo de um planeta frio, afastado do Sol. Charroux também alegou que a raça branca dos hiperbóreos e os seus ancestrais, os celtas, tinha dominado todo o mundo na antiguidade. Algumas destas crenças influenciaram o Nazismo esotérico tal como o trabalho de Miguel Serrano.

Rennes-le-Château

Robert Charroux desenvolveu um interesse activo no alegado tesouro de Rennes-le-Château, seguindo alegações feitas por Noel Corby na imprensa local em 1956, de que o tesouro teria sido descoberto por Bérenger Saunière durante os finais do Século XIX. Em 1958, juntamente com a sua esposa Yvette e Denise Carvenne, membro do The Treasure Seekers’ Club (que foi fundado por ele em 1951), vasculhou a vila e a sua igreja em busca do tesouro, usando um detector de metais. Charroux também distribuiu um folheto sobre o seu intitulado «L’ébouriffante histoire du “curé aux milliards”» («A horripilante história do “padre dos milhões”») que não sobreviveu, mas foi referida por jornais francesas da altura. Charroux descreveu as suas actividades nessa localidade no seu livro de 1962 «Tesouros do Mundo – enterrados, emparedados, submersos» que foi publicado em inglês em 1967.

Bibliografia

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