Novo governo de António José Seguro cozinhado pelos Bilderberg?

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Ligação do Bilderberg no Governo
Ligação do Bilderberg no Governo

Tal como apresentamos no artigo «Bilderberg 2013», em que apresentamos a lista dos participantes na reunião deste ano do Clube Bilderberg realizada nos dias 6 a 9 de Junho, os participantes portugueses desta edição foram: Francisco Balsemão, Paulo Portas e António José Seguro, combinação muito interessante de convidados.

Francisco Balsemão é participante assíduo destas reuniões secretas e é ele quem convida outros elementos portugueses.

Desde logo, e com a experiência anterior de diversas ocasiões nas quais os futuros governantes de vários países marcaram presença prévia nas reuniões deste clube secreto antes de ocuparem os seus cargos, nos pusemos a especular sobre a eminência de uma breve ascensão ao poder por parte do líder do PS, António José Seguro, evento no qual teria participação Paulo Portas.

A queda do Governo já poderá estar em marcha e, para tal, basta lembrar como foi em 2004. Nessa altura, Balsemão convidou para o encontro do Clube Bilderberg, em Itália, igualmente no primeiro fim-de-semana de Junho, um político social-democrata e um socialista. Um mês depois, o social-democrata foi nomeado primeiro-ministro e o socialista viria a ser eleito meses depois. Chamavam-se Santana Lopes e José Sócrates.

Ao convidar os líderes do PS e CDS, o dono da televisão SIC e do semanário “Expresso” mostra que está preparado para aceitar um futuro governo de coligação entre PS e CDS. Esta é uma solução que não é inédita na democracia portuguesa e já foi testada no passado quando, em 1978, o primeiro-ministro socialista Mário Soares fez um acordo de incidência parlamentar com o líder centrista, Freitas do Amaral, “saltando” assim de um entendimento com o PSD, então conduzido por Francisco Sá Carneiro.

Desconhece-se que tipo de participação poderá ter, na íntegra, o líder do CDS, Paulo Portas, partido que faz coligação com o PSD do primeiro-ministro português Pedro Passos Coelho, no entanto, algumas elucidações surgiram já ontem, com o pedido de demissão de Paulo Portas em total ruptura com o governo, forçando a queda do mesmo.

Eis-nos brevemente então levados a novas eleições, que reforçarão a novela politico-partidária, renovando as esperanças e expectativas de um povo que se considera numa democracia, na ilusão da existência de escolha e ignorando ser influenciado sistematicamente a dirigir-se aos destinos previamente decididos por aqueles que na sombra decidem os rumos dados à Sociedade, qual rebanho de ovelhas conduzidas pelo seu pastor.

Como disse V. Goethe: “mais escravizados são aqueles que erroneamente acreditam ser livres”.

O Paradigmas, que já anteriormente acertou nos seus vaticínios da reeleição de Obama, prevê agora, que em condições normais, António José Seguro, actual secretário-geral do PS, não demorará muito até ser eleito novo primeiro ministro de Portugal. É mais uma reviravolta na habitual dança de sucessão de governos, revezando-se PS e PSD, numa alternância que só superficialmente aparenta diferenças. Parafraseando Einstein: “insanidade é continuar a fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

2 COMENTÁRIOS

  1. Amiga Marisa Moura,

    Já tivemos a oportunidade de ler o que escreveu no seu Blog e trata-se realmente de matéria interessante.

    Gratos pelo contributo.

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