O Council for Foreign Relations (CFR), segundo Michael Bradley

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Council for Foreign Relations
Council for Foreign Relations

O que começou como uma série de encontros organizados pelo Coronel Edward Mandell House, conselheiro de confiança do Presidente Woodrow Wilson, durante a Primeira Guerra Mundial, é agora reconhecida como a maior sociedade secreta globalizante — o Council on Foreign Relations (CFR).

Em Nova Iorque, em 1917, Wilson reuniu cerca de 100 homens importantes para discutir o estabelecimento da paz e planos para o pós-guerra. O pretenso “inquérito” redigiu a maioria dos 14 pontos de Woodrow Wilson, os quais ele apresentou ao Congresso em Janeiro de 1918. Propunham a remoção de “todas as barreiras económicas” entre as nações, o comércio livre e a formação de uma “associação geral de nações” (a Liga das Nações). Os termos de paz de Wilson deram a base para o Tratado de Versalhes que exigiu que a Alemanha pagasse pesadas indemnizações e causou a depressão que encorajou a subida ao poder de Adolf Hitler.

Os planos de paz de Wilson foram rejeitados pelo Senado dos Estados Unidos que receava qualquer coisa que se assemelhasse a uma organização supranacional. No entanto, o Coronel e os delegados britânicos e americanos, na conferência de paz, encontraram-se de novo em Paris, em Maio de 1919, e acordaram a formação do Institute of International Affairs com o objectivo de conduzir o mundo à aceitação de um único governo mundial. O seu ramo britânico chama-se Royal Institute of International Affairs, enquanto que o ramo norte-americano foi formado a 21 de Julho de 1921 como Council on Foreign Relations (CFR). Uma das regras do CFR determina que qualquer membro que divulgue informações sobre as reuniões do CFR deixará de o ser.

A Casa Harold Pratt em Nova Iorque é a sede do CFR e tem hospedado, sumptuosamente, a elite liberal nova-iorquina desde que foi doada, em 1945, pela família Pratt do grupo Rockefeller’s Standard Oil. Originalmente, existiam cerca de 1.600 membros, mas este número cresceu para 3.300 quando influentes financeiros, políticos, jornalistas e académicos encheram as suas fileiras após uma selecção cuidada e análise rigorosa.

Membros originais do CFR incluem Elihu Root, John Foster Dulles e Christian Herter, todos Secretários de Estado; também foi membro o irmão de Dulles, Allen Dulles, que se tornou, mais tarde, o director da CIA. Desde então, quase todos os sucessores de Dulles foram membros do CFR, incluindo George Bush e William Casey. Os membros fundadores John W. Davis e Russell Leffingwell eram os homens de confiança do financeiro J. P. Morgan, e, muitos dos outros membros iniciais tiveram fortes laços com ele, daí que a política do CFR tenha servido os interesses de Morgan e, segundo alguns, ainda serve.

O CFR controla não apenas a CIA, como também o Departamento de Estado. Isto começou quando, de modo a coordenar as operações psico-políticas, o Presidente Truman estabeleceu o Psychological Strategy Board (PSB), dirigido por Gordon Gray e Henry Kissinger, membros do CFR. O PSB tem estreitas ligações com o Departamento de Estado e com a CIA. Eisenhower mudou o seu nome para Operations Coordination Board (OCB) e, quando o Presidente Kennedy o aboliu, o OCB transformou-se num comité ad hoc chamado Special Group, que existe até hoje e é chefiado por membros do CFR.

Em Fevereiro de 1941, o CFR tomou o controlo do Departamento de Estado com o estabelecimento da Division of Special Research, formando grupos de peritos para controlar a pesquisa sobre segurança, armamento, Economia e Política. Tal como o PSB e o OCB, a Division of Special Research é dirigida por amigos íntimos do CFR.

Inicialmente, os fundos do CFR provinham de banqueiros e financeiros, incluindo Morgan, Rockefeller e Otto Kahn, e hoje vem do Departamento de Estado e de corporações como a Xerox, a General Motors, a Texaco e o Rockefeller Brothers Fund. Tal como os Bilderberger, se bem que com menos secretismo, o CFR comunica as suas ideias através de conferências e pequenas reuniões de almoço ou jantar. O CFR também serve de tanque de pensamento para produzir pesquisa para expandir os seus planos globalistas. A publicação do CFR, Foreign Affairs, é o seu porta-voz. Assim como os espectáculos da Broadway dependem do tom da crítica do New York Times, também é raro que uma ideia chegue à política externa do governo dos Estados Unidos sem antes ter sido aprovada pela revista do CFR.

O Almirante Chester Ward, um veterano reformado da Marinha dos Estados Unidos e membro do CFR, foi co-autor de um livro, em 1975, com Phyllis Schafly chamado «Kissinger on the Couch» no qual afirma: “Assim que os líderes do CFR decidem que o governo dos Estados Unidos deve adoptar uma determinada política, as muito substanciais instalações de pesquisa do CFR começam a trabalhar para desenvolver argumentos, intelectuais ou emocionais, para apoiar a nova política e confundir e desacreditar, intelectual ou politicamente, qualquer oposição.”

Henry Kissinger
Henry Kissinger

Henry Kissinger tornou-se proeminente ao explorar as suas ligações com o CFR que incluíam David Rockefeller. Através do CFR obteve informações seguras sobre a Comissão de Energia Atómica, os militares, a CIA e o Departamento de Estado para escrever o seu best-seller «Nuclear Weapons and Foreign Policy», com o qual lançou a ideia de que era possível ganhar uma guerra nuclear.

O CFR colocou 100 dos seus membros em todas as administrações presidenciais desde Woodrow Wilson. O Republicano George W. Bush e o seu adversário Democrata nas eleições de 2000, Al Gore, são ambos homens do CFR e a administração de Clinton incluía mais de 100 membros do CFR, muitos dos quais, tornaram-se embaixadores para espalharem a boa nova sobre o federalismo e o globalismo.

Alguns críticos do CFR defendem que o Plano Marshall e a subsequente Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) surgiram após uma carta “anónima”, publicada no Foreign Affairs, ter dado luz verde a Truman para este tomar fortes medidas contra a ameaça da expansão Soviética. Desde então, apesar do colapso do Comunismo Soviético, a atitude perante o armamento tem sido gastar, gastar, gastar.

Evidentemente, as palavras prudentes de Thomas Jefferson já foram há muito tempo esquecidas: “Considero a Economia como a mais importante virtude republicana e a dívida pública o maior perigo a ser temido”.

Fonte: Livro: «O Manual das Sociedades Secretas» de Michael Bradley

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