O mistério de viver através da Inédia

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Viver da Inédia
Viver da Inédia

Inédia é a possibilidade de sobreviver sem alimentos. Respiratorianismo é um conceito que afirma que comida e até mesmo água não são necessários e é possível viver somente de prana, ou de acordo com alguns, alimentando-se da luz solar. Nos últimos anos, o movimento foi popularizado pela australiana Ellen Greve, mais conhecida como Jasmuheen.

O consenso científico atual sobre nutrição e o bom senso normalmente aceite indicam que uma pessoa exposta a esse tipo de dieta, a longo prazo, acabaria por falecer de inanição ou desidratação.

Prahlad Jani
Prahlad Jani

Alguns respiratorianos submeteram-se, durante muitos dias consecutivos, a testes médicos rigorosos em hospitais, incluindo muitos exames para verificar o estado de saúde do examinado e também com câmaras filmando-os todos os dias, durante 24 horas para garantir que nada fosse ingerido durante enquanto estavam a ser testados e examinados no hospital. Um destes respiratorianos era Prahlad Jani, um indiano que alegava não comer, nem beber desde 1937, quando tinha 8 anos de idade. Prahlad Jani foi submetido a testes em 2003 e em 2010, mas os resultados obtidos foram considerados confidenciais e não foram publicados em jornais científicos. Outra pessoa que passou pelos mesmo tipo de testes, com supervisão médica, foi Hira Ratan Manek, que é outro indiano, que alega viver sem comer e que se alimenta da luz do Sol. Esta suposta técnica de se alimentar da luz do Sol é chamada de SunGazing.

Jasmuheen
Jasmuheen

De acordo com Jasmuheen, há um processo de 21 dias em que uma pessoa pode gradualmente percorrer os seus passos e viver da luz. O método é dividido em três fases de sete dias cada uma, e começa da alimentação normal até ao ponto em que o indivíduo não precisa ingerir mais qualquer alimento.

A descrição do processo passa pelas dificuldades encontradas na primeira semana em que sintomas como fraqueza e dores de cabeça, normalmente associados à falta de alimentos, são atribuídos a sintomas de uma intoxicação alimentar prévia, até a suposta possibilidade de ter os sentidos apurados ao fim da terceira semana.

A prática da inédia não é reconhecida pelos cientistas e é recebida com descrença pela população em geral. Cépticos afirmam que não há nenhuma evidência formal de que haja a possibilidade de viver sem alimentação. Vegetais, algumas algas, bactérias e arqueobactérias seriam os únicos seres vivos a viver de luz, uma vez que possuem o metabolismo capaz de converter energia luminosa em química através da fotossíntese. Os animais precisam de uma quantidade muito maior de energia para se manterem.

Os defensores da inédia afirmam que médicos, cientistas ou hospitais, não se dispõem (por questões óbvias) a efectuar testes com pessoas que não se alimentam. A rejeição deve-se ao facto de não ser possível privar pessoas de se alimentarem, pois os efeitos são muito bem conhecidos. Alguns testes foram realizados com o que os defensores chamam de “respiratorianos”, porém os resultados não foram publicados em nenhuma revista científica.

Fonte: inedia.info

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