Triângulo das Bermudas: grande quantidade de desaparecimentos em invernos rigorosos

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Desaparecimentos inexplicáveis
Desaparecimentos inexplicáveis

Tal como a época do Natal parece ser mau tempo para os aviões, pequenos barcos e iates no “Triângulo“, Fevereiro e Março parecem ser os meses mais perigosos para os grandes navios. Perderam se durante Fevereiro ou Março o Marine Sulphur Queen, o Cyclops, o Mahukona, o Raifuku Maru, o Carrol A. Deering e o Hewitt, só para falar nalguns.

A 13 de Março de 1926, o cargueiro Suduffco largou de Port Newark, Nova Jérsia apesar da velha superstição dos marinheiros, de dar azar começar uma viagem a 13. A carga era composta por quatro mil toneladas de tubos de aço, avaliados em quinhentos mil dólares. Dirigia-se ao Panamá, onde devia chegar a 22 de Março. O capitão tinha mais de vinte e cinco anos de experiência no mar. A 7 de Abril, os proprietários informaram que o navio se havia perdido. Uma busca que durou duas semanas não deu qualquer resultado. Nunca mais se ouviu falar nem do Suduffco nem dos vinte e oito homens que constituíam a sua tripulação.

Outro barco tinha sido vítima do “Triângulo” durante os meses de Fevereiro e Março.

Em 1921, durante os três primeiros meses, bateu se o recorde de desaparecimentos de barcos. A lista é semelhante ao diário de um comandante de um submarino durante a guerra, o barco italiano Monte San Michele, o inglês Esperanza de Larrinaga, o brasileiro Cabedello, o navio tanque inglês Ottawa (todos eles saíram do porto a 2 e 3 de Fevereiro), o navio de transporte de enxofre Hewitt e três barcaças norueguesas, a Steinsund, a Lorino e a Svartskog. Nunca se encontrou rasto de qualquer um dos oito navios. Uns meses antes destes desaparecimentos, dois outros barcos largaram para o mar, para não tornarem a ser vistos. Foram o russo Albyan, que saiu a 1 de Outubro de 1920, e o espanhol Yute, que largou a 14 de Novembro de 1920. Todos estes navios haviam saído de um porto da costa oriental dos Estados Unidos.

Alguns entraram no «Triângulo». Outros haviam se aproximado do norte daquela área. Nada se sabe sobre a sorte destes barcos.

Uma conjectura segura quanto ao que aconteceu a alguns dos navios condenados resultaria do inverno de 1920 / 1921 ser um dos mais rigorosos no Norte do Atlântico. Incluindo as primeiras duas semanas de Fevereiro de 1921, houve épocas em que os ventos excederam a violência do furacão. Nos trópicos, os ventos provocados por um furacão são perigosos para qualquer barco, mas ventos que excedam as setenta e cinco milhas por hora, soprando do Árctico, pode afirmar-se que são um verdadeiro inferno. Os barcos costumam cobrir-se de gelo com maior rapidez do que a que emprega a tripulação para o desbastar. Eventualmente as super-estruturas e os mastros ficam tão cobertos de gelo que o navio fica mais pesado em cima do que em baixo. As enormes ondas que acompanham os ventos podem virar com facilidade qualquer navio assim carregado, se for apanhado entre duas vagas. Os salva-vidas tornam-se inúteis, pois irão a pique com os navios. As jangadas, que normalmente são utilizadas num navio adernado, terão igualmente os seus cabos gelados. Qualquer possível sobrevivente não resistirá senão alguns minutos em semelhantes condições. As águas do Atlântico Norte tornam-se tão terríveis como as do Cabo Horn.

De acordo com os meteorologistas dos Estados Unidos, ventos de noventa nós varreram uma secção de uma milha de comprimento da rota dos navios, durante três dias, a começar a 6 de Fevereiro. De novo, a 15 de Fevereiro, levantaram-se terríveis tempestades no meio do Atlântico, que assolaram o mar durante setenta e duas horas. Os arquivos guardam informações respeitantes a certos navios que atravessaram estas tempestades de Fevereiro e alcançaram os portos tendo sofrido consideráveis danos. Não havia qualquer relatório sobre acontecimentos estranhos, excepto no que se referia ao tempo. No entanto, nunca antes, ou desde então, tantos navios desapareceram num pequeno sector do Atlântico em tão curto espaço de tempo.

Fonte: Livro “O Mistério do Triângulo das Bermudas” de Richard Winer

Índice do Triângulo das Bermudas: https://paradigmas.online/?p=5039

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