O Carro Fatal do Arquiduque

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Assassinato do Arquiduque Francisco Fernando
Assassinato do Arquiduque Francisco Fernando

Os defensores do meio ambiente estão sempre a acusar o automóvel como a maldição do Século XX. Alguns carros, de facto, foram amaldiçoados, mas não da forma prevista pelos ecólogos.

A limusine conversível em que o arquiduque Francisco Fernando de Habsburgo, herdeiro dos tronos da Áustria e da Hungria, foi assassinado parece ter sido um desses carros malditos. O atentado, em que morreu a mulher do arquiduque, constituiu o estopim da Primeira Guerra Mundial.

Logo após o início da guerra, o carro foi conduzido pelo general Potiorek, da Áustria, que, posteriormente, caiu em desgraça na batalha de Valjevo e morreu louco. Um capitão do seu exército foi o próximo a assumir a propriedade do carro. Nove dias depois, o oficial atropelou e matou dois camponeses, perdeu a direção e colidiu com uma árvore, partindo o pescoço.

O governador da Jugoslávia adquiriu o conversível maldito após o fim da guerra, mas também não teve sorte, sofrendo quatro acidentes graves em quatro meses. Num deles, chegou a perder o braço. A máquina passou, em seguida, para as mãos de um médico que, seis meses depois, capotou e morreu. Um rico joalheiro foi o próximo a comprá-lo e cometeu suicídio.

Assassinato do Arquiduque Francisco Fernando
Assassinato do Arquiduque Francisco Fernando

Os desastres tiveram seguimento quando outro proprietário, piloto suíço de corridas, colidiu nos Alpes italianos e foi atirado de encontro a um muro, vindo a morrer. Um fazendeiro sérvio, que se esqueceu de desligar a chave da ignição enquanto o automóvel estava a ser rebocado, foi a próxima vítima, quando o veículo começou a movimentar-se e saiu da estrada.

O último motorista a sofrer os azares do conversível foi Tibor Hirsh Field, dono de uma oficina de carros, que estava a voltar de um casamento com quatro companheiros quando o carro bateu ao tentar ultrapassar outro automóvel em alta velocidade. Os amigos de Hirshfield morreram instantaneamente.

O carro foi colocado por fim em um museu de Viena, onde a “sua sede de sangue” parece ter sido saciada, pelo menos temporariamente.

Fonte: Livro «O Livro dos Fenómenos Estranhos» de Charles Berlitz

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