O Bruxo de Warwickshire

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Bruxo de Warwickshire
Bruxo de Warwickshire

Até mesmo os policias espantaram-se com a brutalidade do crime. Charles Watson, velho inofensivo, estava a atravessar por um espeto no chão com uma forquilha de dois dentes enfiada na garganta. Do seu peito saía uma foice, outra ferramenta muito usada pelos fazendeiros de Warwickshire.

Os habitantes locais começaram de imediato a falar sobre a possibilidade de um ritual demoníaco como o das bruxas, porém evidentemente já não existiam bruxas em Fevereiro de 1945, nem mesmo na Inglaterra aniquilada pela Guerra. Como os policias ingleses dispunham de poucas pistas, pediram o auxílio do famoso inspector Fabian, da Scotland Yard. Embora Fabian investigasse o caso durante meses, não conseguiu levar um único suspeito à justiça.

Quem matou o velho Watson continua a ser um mistério. Mas a Scotland Yard optou pela hipótese de ele ter sido confundido com um bruxo. Certamente o comportamento excêntrico de Watson levantou a suspeita dos vizinhos. Homem sombrio, dividia um casebre de telhado de capim com a sobrinha e desprezava a companhia das pessoas da cidade que frequentavam o bar local, comprava vinho de maçã em garrafões e bebia sozinho.

Bruxo
Bruxo

Os boatos, contudo, referiam-se a outros hábitos estranhos de Watson. Ele estava acostumado a fazer caminhadas solitárias pelas florestas de Warwickshire, onde era frequentemente visto a conversar com os pássaros. Dizia o velho que tinha meios próprios de comunicação com eles, Watson também criava sapos num pequeno jardim. Corria o boato de que punha-lhes uma trela presa a arados em miniatura e caminhava com eles pelos campos à noite.

Boatos e suposições à parte, qual era a verdade? Poderia Watson ter sido de facto um bruxo, praticar feitiçarias abertamente e provocar a ira dos vizinhos atemorizados? Independentemente da crença de cada um, o facto é que num dia frio de inverno Watson foi brutalmente assassinado sobre um salgueiro. O único motivo que a Scotland Yard conseguiu desvendar foi o de bruxaria em primeiro grau.

Fonte: Livro «O Livro dos Fenómenos Estranhos» de Charles Berlitz

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