A Levitação do Faquir

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1985
Louis Jacolliot
Louis Jacolliot

A meditação transcendental ganhou grande notoriedade nos anos 70, quando líderes do movimento declararam que os seus praticantes podiam levitar. Mas, apesar de todas as afirmações nesse sentido, nem um único adepto da meditação foi visto a flutuar acima do solo.

Isso, no entanto, não significa que os poderes da mente não possam ajudar uma pessoa a desafiar a gravidade. Existem testemunhos de levitação humana em vários momentos da história cultural do Oriente e do Ocidente. Um dos mais impressionantes relatos data do início da segunda metade do Século XIX e foi feito por Louis Jacolliot, um juiz francês que viajou muito pelo Oriente. De acordo com Jacolliot, o seu interesse pela ioga aumentou quando conheceu um faquir chamado Covindasamy, em 1866. Os dois homens começaram a realizar experiências mediúnicas juntos e um dia, antes do almoço, Covindasamy decidiu fazer uma surpreendente demonstração ao amigo.

O juiz escreveu no seu livro «Occult Science in Indian and Among the Ancients»:

“O iogue estava a caminhar em direcção à porta da varanda quando, obviamente, mudou de ideias. O faquir parou junto à porta que dava para a escada dos fundos e quando cruzou os braços, levitou, ou pelo menos foi o que me pareceu, gradativamente, sem nenhum apoio visível, até chegar a 30 centímetros acima do solo. Pude determinar a altura exacta, graças a um marco no qual fixei os meus olhos durante o curto espaço de tempo em que o fenómeno durou. Atrás do faquir havia uma cortina de seda com listras vermelhas, douradas e brancas de igual largura e observei que os pés do faquir chegaram a subir à altura da sexta listra. Quando vi que ele começava a levitar, procurei fixar a minha atenção.”

De acordo com Jacolliot, o faquir permaneceu a levitar durante cerca de dez minutos, em cinco dos quais pareceu não mover nenhum músculo.

Capa do Livro «Occult Science in Indian and Among the Ancients» de Louis Jacolliot
Capa do Livro «Occult Science in Indian and Among the Ancients» de Louis Jacolliot

Fonte: Livro «O Livro dos Fenómenos Estranhos» de Charles Berlitz

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