Alexandra David-Neel e os tulpa (Fantasmas da Mente)

0
2415
Alexandra David-Neel no Tibete
Alexandra David-Neel no Tibete

Sabemos que a mente pode criar seus próprios fantasmas, mas o que sabemos sobre a sua capacidade de projectar essas imagens no mundo exterior, além dos limites do cérebro? E o que acontece quando a projeção mental adquire vida própria?

A estranha experiência de madame Alexandra David-Neel responde, de certa forma, a essas questões. Ela, que viveu até à idade de 101 anos, foi uma das muitas mulheres do Império Britânico que viajaram sozinhas para o misterioso Oriente e deixaram relatos escritos das viagens.

Alexandra não só viajou por grande parte do primitivo Tibete do Século XIX, como também seguiu meticulosamente a religião e os ensinamentos dos lamas budistas com os quais conviveu. O ritual mais surpreendente envolveu a criação do que os tibetanos chamavam de tulpa, ou fantasma gerado pela mente. Os lamas advertiram-na de que esses “filhos de nossa mente” podiam, algumas vezes, ficar perigosos e incontroláveis, porém ela persistiu na experiência.

Alexandra David Neel e o seu tulpa
Alexandra David Neel e o seu tulpa

Longe de todos, Alexandra fechou-se e começou a concentrar-se, após ter estabelecido como alvo de sua tulpa a imagem de um monge gordo e de baixa estatura.

“Um homem do tipo inocente e alegre”, de acordo com suas próprias palavras.

Depois de conseguir um resultado surpreendente, ela começou a tratar o novo “companheiro” como qualquer pessoa humana no seu apartamento.

Quando a madame Alexandra saía para cavalgar, o monge etéreo acompanhava-a. Da sela, ela olhava por cima do ombro e via o tulpa.

“Ele dedicava-se a várias ações comuns aos viajantes, que eu não ordenara”, relatou.

Como resultado das experiências, outras pessoas que entravam em contato com Alexandra começaram a ver o monge, confundindo-o com um ser vivente. Nesse ponto, o seu tulpa modificou-se completamente, para pior. As feições dele tornaram-se malignas. No entanto, quando ela decidiu eliminar o monge da mente, a erradicação demonstrou ser quase tão difícil quanto a criação original. No seu livro «Magic and Mystery in Tibet» («Magia e Mistério no Tibete»), Alexandra David-Neel relata os seis meses de luta árdua que se seguiram, até que aquele monge, fruto de sua própria imaginação, pudesse finalmente desaparecer.

“Não há nada de estranho no facto de eu ter criado minha própria alucinação. O mais interessante é que, nesses casos de materialização, outras pessoas conseguem ver os fantasmas da mente”, concluiu Alexandra.

Fonte: Livro «O Livro dos Fenómenos Estranhos» de Charles Berlitz

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here