Déjà vu: a Estrada da Recordação

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Deja vu
Deja vu

Déjà vu em francês significa, literalmente, “já visto”. A expressão manifesta-se na forma de uma sensação intensa de familiaridade com uma situação ou um lugar, embora a pessoa nunca a tenha experimentado ou estado ali antes. Muitos especialistas dizem que tais incidentes poderiam ser causados por pequenos derrames cerebrais, mas alguns casos ultrapassam os limites da Psicologia, sugerindo a acção do Paranormal.

Um caso fascinante relatado pelo parapsicólogo David Scott Rogo serve para ilustrar essa afirmação. Em 1985, uma mulher de Nova Jersey escreveu-lhe a contar sobre uma viagem que ela fizera pela região conhecida como New Jersey Turnpike. A paisagem era estranhamente familiar e a mulher acabou por virar-se para a sua companheira de viagem e dizer:

“Sabes, eu nunca estive aqui antes, mas acho que se seguirmos uns 2 quilómetros por esta estrada encontraremos uma casa onde já morei”.

A mulher continuou o relato:

“Uns 5 quilómetros mais adiante, eu disse à minha amiga que depois da próxima curva chegaríamos a uma pequena cidade localizada bastante perto da barreira das portagens da ponte. Contei-lhe que as casas teriam paredes brancas, seriam sobrados e tinham sido construídas umas muito perto das outras. Senti que já tinha morado ali quando tinha 6 anos de idade, mais ou menos e que costumava ficar sentada com a minha avó na parte da frente da casa. As lembranças foram ficando cada vez mais fortes e consegui lembrar-me até de ficar sentada no baloiço, enquanto a minha avó atava os cordões dos meus sapatos”.

Quando a mulher chegou à cidade, reconheceu a casa imediatamente, muito embora já não existisse o baloiço. Ela lembrou-se de costumar caminhar cerca de 250 metros até chegar a uma pastelaria com um balcão alto de mármore branco, onde pedia uma limonada. Ao seguir de carro pela rua, as mulheres encontraram o edifício, já coberto com tábuas e semi-demolido, mas ainda lá.

As duas amigas continuaram com o carro e ao sair da cidade a mulher teve a sua próxima experiência de Déjà vu.

“Daqui a mais ou menos 300 metros, chegaremos a uma pequena ladeira que leva a um cemitério, e foi ali que eu fui enterrada”.

O cemitério estava ali, mas a amiga da mulher, nessa altura já totalmente em pânico, recusou-se a parar e procurar o túmulo.

Fonte: Livro «O Livro dos Fenómenos Estranhos» de Charles Berlitz

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