Residência Paroquial Assombrada de Borley

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Residência paroquial de Borley, em Essex, Inglaterra
Residência paroquial de Borley, em Essex, Inglaterra

A residência paroquial de Borley, em Essex, Inglaterra, foi constantemente perturbada, desde o início da sua existência, na segunda metade do Século XIX. Talvez pela aparência fantasmagórica, com os seus trinta quartos, a construção era considerada uma monstruosidade arquitetónica, que cooperava com estranhos Eventos. Os seus primeiros habitantes, o reverendo Henry Dawson Ellis Buli, a sua mulher e catorze filhos, contaram muitas histórias relativas a ruídos estranhos e à frequente aparição do fantasma de uma freira.

Após a morte de Henry, o filho mais velho, Harry Buli, assumiu a residência paroquial de 1892 até 1927 e os estranhos acontecimentos continuaram. O fantasma da freira passou a ser visto com tanta  frequência que a área onde ele aparecia veio a ser chamada de passeio da freira. Algumas pessoas chegaram a afirmar que viram um individuo sem cabeça, que conduzia um coche numa carruagem puxada por cavalos que soltavam fogo pelas narinas.

Os habitantes que vieram após, o reverendo e a Sra. G. Eric Smith, ficaram ali apenas alguns meses, alegando que os bizarros Fenómenos foram o motivo da mudança.

Finalmente, o reverendo Lionel Foyster, a sua mulher Marianne e a filha chegaram à residência paroquial. As histórias continuaram, com Marianne insistindo que um fantasma a esbofeteara no rosto e a atirara para fora da cama.

Com o objectivo de investigar, o Laboratório Nacional Britânico de Pesquisas Psíquicas interveio. O seu fundador, Harry Price, colocou um anúncio no Times de Londres à procura de pessoas que quisessem fazer vigílância na residência paroquial assombrada. O anúncio exigia que os observadores fossem imparciais, críticos e inteligentes e Price levou quarenta deles até à casa. Novamente, eles declararam ter visto objectos que se movimentavam e ouvido ruídos inexplicáveis.

O comandante A. B. Campbell disse ter sido atingido por um sabão em pedra e outro homem, o filósofo C. E. M. Joad, afirmou ter visto o nível do termómetro descer dez graus, sem qualquer motivo aparente.

Seguiram-se muitas controvérsias. Quando os Foyster foram de férias, o próprio Price mudou-se para a casa e relatou grande variedade de Fenómenos, suficientes para escrever um livro. No entanto, após a sua morte, os críticos disseram que Price inventara alguns dos eventos e exagerara outros.

A história ficou mais interessante depois de um incêndio ter destruído completamente a residência paroquial, em 1939. O reverendo W. J. Phythian-Adams, cónego de Carlisle, no Canadá, sugeriu que a freira que tantas vezes fora vista não era inglesa, como sempre se acreditara, mas francesa. Uma mulher chamada Marie Lurie, segundo constava, abandonara o convento para viver com o seu amante no Século XVIII. Fugiram para Inglaterra, porém o amante voltou-se contra ela e estrangulou-a. Acredita-se que ele a tenha enterrado no porão da casa que ocupava as terras de Borley, antes da construção da residência paroquial.

Depois do incêndio, os homens que se dedicavam aos trabalhos de escavação descobriram a sepultura, que continha apenas algumas medalhas religiosas e o crânio de uma mulher.

A destruição da casa parece ter eliminado os passeios macabros da freira, mas a história não termina aí. Os membros de um grupo que tentaram realizar, recentemente, estudos científicos naquele local, ouviram ruídos esquisitos e inexplicáveis durante a noite, registraram súbita variação na temperatura, viram luzes de origem desconhecida e sentiram odores estranhos.

Fonte: Livro «O Livro dos Fenómenos Estranhos» de Charles Berlitz

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