O Tabu que impede a investigação do Paranormal

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Investigação do Paranormal
Investigação do Paranormal

Para começar, existe a proibição geral de levar a sério os Fenómenos “Psíquicos” ou “Paranormais”. A confirmação da sua existência lançaria a dúvida sobre a mundividência mecanicista, que continua a constituir a ortodoxia da Ciência institucional. Daí que sejam por norma ignorados ou negados, pelo menos em público.

Este tabu é activamente apoiado pelos Cépticos. Não me refiro aqui ao cepticismo normal e saudável que faz parte integrante do bom senso, mas aos autoproclamados Cépticos (com C maiúsculo), que formam grupos organizados e se arvoram em vigilantes intelectuais, sempre prontos e disponíveis para questionar quaisquer manifestações públicas do paranormal. Para os Cépticos militantes, mundividência mecanicista e razão tendem a ser uma e a mesma coisa, ponto de vista que defendem apaixonadamente. São fundamentalistas científicos. Receiam que, se permitirem que as manifestações do paranormal se afirmem, a civilização científica seja varrida por uma vaga de ressurgimento das superstições e religiões. Preferem apodar de disparates os fenómenos “paranormais” e atribuir a crença neles a uma aberração baseada na ignorância ou na confusão entre desejo e realidade – ou, no caso de pessoas de quem esperariam mais, a uma sintomática debilidade intelectual.

Entre pessoas cultas e respeitáveis, o interesse pelo “paranormal” é tratado como uma espécie de pornografia intelectual. Prospera em privado, e nas áreas menos conceituadas da Comunicação Social, mas está mais ou menos excluída do Sistema Educativo, das instituições científicas e médicas e do discurso público sério.

Infelizmente, há muitos Cépticos militantes que confundem a defesa da Ciência com a defesa de uma forma específica de ver o mundo. Investigação como a que eu sugiro, talvez obrigue a ultrapassar o paradigma mecanicista, mas nem por isso deixa de ser científica. Dela pode resultar um conhecimento científico mais amplo e abrangente do mundo em que vivemos. Por outro lado, se permitir demonstrar que fenómenos aparentemente paranormais são explicáveis em termos de princípios científicos normais, os Cépticos terão finalmente provas que apoiem aquilo em que acreditam.

Não há que ter medo dos Cépticos. Se eles são contra a inquirição empírica porque têm preconceitos doutrinários, isso retira-lhes o direito a qualquer credibilidade científica.

Mas, se realmente acreditam na investigação experimental de espírito aberto, como afirmam, então devem constituir um apoio, e não um obstáculo.

Fonte: LIVRO: «7 Experiências que podem mudar o Mundo» de Rupert Sheldrake

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