Criticas à Monsanto

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Ataques a Monsanto
Ataques a Monsanto

Na Alemanha

Em 2004, a Monsanto apresentou dois pedidos de patentes em relação a processos de controlo de criação de porcos com um gene marcador específico, o que atraiu críticas por parte da Greenpeace. Ambos os pedidos foram vendidos à Newsham Genetics em 2007. Embora uma das aplicações tenha sido barrada pelo Instituto Europeu de Patentes, sendo relacionada com um processo essencialmente biológico, e tendo sido excluída da protecção de patentes e posteriormente abandonada, o pedido em relação à segunda aplicação foi concedido em 2008 e tornou-se alvo de extensas manifestações na Alemanha. Os protestos foram causados por alegações de que a Monsanto estava a patentear a criação de todos os porcos, sendo que alguns afirmam mesmo que apenas a ideia de patentear qualquer forma de vida é algo de completamente aberrante. A Monsanto alegou em sua defesa que a patente só se aplica aos suínos que tenham sido criados usando uma tecnologia específica da empresa, capaz de localizar os genes com a capacidade de aumentar o tamanho dos porcos.

No Brasil

Em 2003, uma organização brasileira de agricultores protestou contra a Monsanto, invadindo um centro de pesquisa da empresa em Goiás.

Na China

A Monsanto é criticada pelo economista chinês Lang Xianping por ter controlado o mercado de soja chinês, e tentar fazer o mesmo com o milho e o algodão.

Na Índia

A Monsanto tem uma história controversa na Índia, começando com a acusação de que a empresa terá usado genes exterminadores nas suas sementes, o que originou manifestações. Posteriormente, as suas sementes de algodão GM foram motivo de agitação de ONG‘s por causa do seu custo mais elevado. Os agricultores indianos cruzaram variedades GM com variedades locais cultivando plantas no intuito de obter melhores linhagens, uma prática considerada ilegal e denominada “pirataria de sementes”. Em 2009, os altos preços do Algodão Bt foram responsabilizados como sendo a causa da contracção de graves dívidas por parte dos agricultores do distrito de Jhabua quando as plantações morreram devido à falta de chuva.

Em Março de 2010, a Monsanto admitiu que os insectos desenvolveram resistência ao Algodão Bt plantado em Gujarat. A empresa aconselhou os agricultores a trocarem para a sua segunda geração de Algodão Bt – a Bolguard II – que tinha dois genes resistentes em vez de apenas um. No entanto, esse conselho foi amplamente criticado, até mesmo pelo Governo da Índia, que afirmou que se tratava de mais uma estratégia de negócio por parte da Monsanto. A Maharastra Seeds, uma subsidiária da Monsanto, conduziu vários ensaios ilegais na Índia, e os campos de cultivo de sementes geneticamente modificadas acabaram por ser queimados no âmbito de protestos em larga escala.

Trabalho Infantil

Uma subsidiária da Monsanto é acusada de usar trabalho infantil na produção de sementes de algodão na Índia. O trabalho envolve a manipulação de pesticidas tóxicos, como o Endosulfan e as crianças recebem menos de meio dólar por dia.

Suícidos de Agricultores

Algumas lutas que envolvem agricultores indianos são detalhadas no artigo “Sementes do Suicídio: O desespero dos agricultores indianos” da Frontline. A transição para usar as últimas sementes resistentes a pragas e os respectivos herbicidas necessários tem sido difícil. Os agricultores têm usado as sementes geneticamente modificadas promovidas pela Cargill e pela Monsanto, na esperança de obterem maiores rendimentos. No entanto, dívidas resultantes de tais apostas em sementes GM têm levado alguns agricultores ao equivalente ao trabalho de escravo. Mais de 4.500 agricultores cometeram suicídio, afirmando-se que em grande parte devido a dívidas causadas pela baixa produção, aumento da necessidade de pesticidas e o custo mais elevado das sementes de Algodão Bt vendido pela Monsanto.

Um relatório divulgado pelo International Food Policy Research Institute em Outubro de 2008 forneceu evidências de que a causa do suicídio de agricultores na Índia deveu-se a várias causas e que a introdução do Algodão Bt não constitui um factor relevante. O relatório argumenta que os suicídios precedem a introdução do algodão em 2002 e têm sido um fenómeno bastante consistente desde 1997. Outros estudos também sugerem que o aumento dos suicídios entre os agricultores são devido a uma combinação de vários factores socio-económicos. Estes incluem a dívida, o dificuldade de cultivo em regiões semi-áridas, baixas receitas, ausência de alternativas, desaceleração da economia urbana forçando não-agricultores a apostarem na agricultura e a ausência de serviços de aconselhamento adequados.

No Reino Unido

Antes de 1977, a Monsanto despejou milhares de toneladas de resíduos tóxicos que continham PCBs numa pedreira perto de Groesfaen, no País de Gales.

Nos Estados Unidos

O Centro para a Segurança Alimentar listou 112 processos da Monsanto contra agricultores por alegações relacionadas com violações de patentes de sementes. O analista do Centro de Segurança Alimentar afirmou que muitos dos agricultores inocentes assinaram acordos com a Monsanto por não terem capacidade financeira de manterem processos prolongados em tribunal. A Monsanto é frequentemente descrita pelos criadores como “Gestapo” ou “Máfia“, por causa destes processos e dos meios questionáveis que usam para recolher provas de violação de patentes.

A Monsanto é responsável por existirem cerca de 50 programas de limpeza de locais contaminados, por parte da Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos. Tentativas de limpar os antigos depósitos descontrolados e desregulados de resíduos perigosos feitos pela Monsanto.

Em Maio de 2008 a Monsanto envolveu-se numa campanha para proibir os produtores de lacticínios – cujas vacas donde estes são provenientes não sejam injectadas com hormona de crescimento artificial -, de publicitarem esse facto nos seus pacotes de leite.

Quando a Comissão Federal de Comércio revelou não se posicionar ao lado da Monsanto sobre esta questão, a empresa começou a pressionar os legisladores do estado para implementar tal proibição. O Secretário da Agricultura da Pennsylvania, Dennis Wolfe tentou proibir os rótulos com a informação de que o leite não continha hormona de crescimento artificial bovino, mas o clamor público levou o governador Edward Rendell a intervir e a inverter a posição do seu secretário, afirmando: “O público tem o direito a uma informação completa acerca de como é produzido o leite que compram.”

No Missouri

Gary Rinehart de Eagleville, Missouri foi processado pela Monsanto em 2002, que afirmava que ele tinha violado a sua patente da Soja Roundup Ready. Rinehart não é agricultor ou comerciante de sementes, mas ainda assim teve de gastar dinheiro para a sua defesa legal. A Monsanto acabou finalmente por desistir do processo, mas nunca se desculpou, admitiu ter cometido um erro ou se ofereceu para pagar as despesas de Rinehart. Não se trata de um caso isolado de uma acção agressiva e mal fundamentada por parte da Monsanto. A empresa foi acusada de aparecer nas casas dos agricultores, fazendo acusações e exigindo registos.

A Monsanto processou a Pilot Grove Cooperative Elevador de Pilot Grove, Missouri, afirmando que os serviços de limpeza oferecidos aos agricultores eram o equivalente a induzi-los a sementes piratas da Monsanto. A Pilot Grove Cooperative Elevador tinha sido a empresa responsável pela limpeza de sementes durante décadas antes de empresas como a Monsanto poderem patentear organismos.

No Illinois

Em 1926, quando a política ambiental era governada na sua generalidade por governos locais, a Monsanto Chemical Company, fundou e constituiu a vila de Monsanto, mais tarde renomeada como Sauget, no Illinois, para proporcionar um ambiente empresarial mais favorável a uma das suas fábricas químicas. Durante anos, a fábrica da Monsanto em Sauget foi o maior produtor do país de bifenilos policlorados. Apesar destes compostos terem sido proibidos nos anos 70, permanecem na água ao longo de Dead Creek, em Sauget.

No Alabama

A Monsanto é acusada de encorajar os residentes de Anniston, no Alabama a usar um solo, que é do conhecimento da empresa, estar contaminado com PCB’s.

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