Presidente da Nestlé afirma que a água não é um direito básico humano

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Peter Brabeck, CEO da Nestlé
Peter Brabeck, CEO da Nestlé

O actual presidente e ex-CEO, da Nestlé, a maior produtora de alimentos do mundo, acredita que a resposta às questões de água global é a privatização.

Esta declaração vem da maravilhosa empresa que vendia junk food na Amazónia, e que investiu dinheiro para impedir a rotulagem de produtos cheios de OGM, e que tem um histórico de Saúde e ética perturbador pela sua fórmula infantil, e que também implantou um cyber exército para monitorizar críticas na internet e moldar as discussões nos meios de comunicação sociais.

Será esta uma empresa na qual possamos confiar para controlar a nossa água, apesar desta, tal como outras empresas, terem um registo histórico de criar escassez?

Grandes empresas multinacionais de bebidas recebem geralmente privilégios sobre a água (e até isenções fiscais) e sobre a Sociedade porque criam postos de trabalho, mas os direitos da água para os governos locais é aparentemente mais importante do que outros cidadãos contribuintes.

Boicote à Nestlé
Boicote à Nestlé

Empresas como a Coca-Cola e a Nestlé (que utiliza água de poços subterrâneos nos frascos) suga milhões de litros de água, deixando o público sofrer com tais faltas; Mas o presidente, Peter Brabeck-Letmathe, acredita que “o acesso à água não é um direito público nem um direito humano.” Então, se a privatização é a resposta, é esta uma empresa em que o público deve colocar a sua confiança?

Este é apenas um exemplo, entre muitos, de interesse desta empresa para o público:

Na pequena comunidade paquistanesa de Bhati Dilwan, um conselheiro da antiga aldeia diz que as crianças estão enojadas com água suja. De quem é a culpa? Ele diz que é da água engarrafada pela fabricante Nestlé, a qual cavou um poço profundo, privando os moradores ao acesso de água potável. “A água não é apenas muito suja, como também o nível para conseguirmos acesso à água potável subiu de 100 para 300 a 400 pés,” diz Dilwan.

Porquê? Porque se a comunidade tiver água potável canalizada, privaria a lucrativa água engarrafada da marca Pure Life da Nestlé.

No vídeo legendado, Brabeck discute os seus pontos de vista sobre a água, bem como alguns comentários interessantes sobre a sua visão da natureza — é “sem piedade” – e, claro, a declaração obrigatória que o alimento orgânico é ruim e o GM é bom.

A conclusão para este segmento é talvez o mais revelador sobre a visão de um mundo com papel de Salvador, onde o Grupo Nestlé garante a Saúde da população mundial.

Essa entrevista é parte do documentário «Nós Alimentamos o Mundo», de Erwin Wagenhofer.

Vídeo:

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