COVID-19: O efeito formiga no jarro

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Formigas
Formigas

As medidas – completamente arbitrárias (ou talvez não) – que têm vindo consecutivamente a ser implementas no “combate” à suposta pandemia, têm provocado uma divisão cada vez maior na população.

Divisão, por exemplo, entre os auto-proclamados cumpridores virtuosos e os que consideram tratar-se tudo isto de um monte de tretas. É claro que os últimos são acusados pelos primeiros de serem os responsáveis pelo agravamento da “situação”, algo que recrudesceu no Natal, de 2020.

De nada adianta fazer-lhes notar que:

– Este é anualmente, o período de maior mortalidade; [2]
– Os hospitais registaram rupturas todos os anos; [2]
– O protocolo dos testes RT-PCR está completamente comprometido, sendo pouco específico e testando positivo a várias partículas genómicas que abundam nos nossos organismos, sobretudo no inverno;
– A testagem massiva é estatisticamente completamente desadequada; [3][4]
– Anda a classificar-se como óbito por COVID-19, qualquer pessoa que teste positivo (às vezes nem isso); [5]
– Depois de uma redução acentuada de testes efectuados no Natal, a testagem atingiu novos recordes em Janeiro de 2021 (a correlação entre número de testes feitos e “casos” é assinalável). [6]

E sobretudo que:

– As pessoas têm feito vidas de trocas e contactos sociais (inclusive eles), algo ao qual o Natal nada acrescentou.

Aliás, os virtuosos, também eles, pela impossibilidade psicológica de conseguirem cumprir escrupulosamente as medidas (quem consegue?), também socializam e também acabam por aqui e ali fugir aos ditames. Mas para descargo de consciência, lá vão colocando álcool-gel e máscara – aspectos que já foram completamente refutados a nível científico como medidas eficazes de protecção [8][9] – para assim não desbaratar o seu lugar no céu dos cumpridores.

Na verdade, temo-nos deparado com um fenómeno psicológico curioso: a compartimentalização cognitiva das mentes. As pessoas conseguem agir de uma determinada forma num contexto e de uma forma completamente distinta noutro. Conseguem estar todos juntos com os colegas de uma empresa ou instituição num café, num ginásio, ou outro contexto, mas no contexto profissional tornam-se, subitamente todos muito cumpridores (ninguém quer ser acusado de responsabilidade moral pela “tragédia” a que se assiste).

O que está a acontecer é uma hipocrisia tremenda. Trata-se de um exemplo perfeito de Dissonância Cognitiva [10], onde as pessoas se tornaram incapazes de analisar incoerências e contradições simples e óbvias, não só no contexto geral, como no individual.

Recorda-nos os “deveres religiosos”. Reza um Pai-Nosso e uma Avé-Maria, confessa-te quando pecares e terás o teu lugar reservado no Céu. De nada interessa que no dia-a-dia “mundano” e “materialista”, sejas um ávaro, cobiçoso, ciumento e odioso. Não há qualquer necessidade de crescimento, de maturação, de evolução. Apenas uns pequenos deveres nos contextos apropriados.

E assim ganha corpo a religião do Novo Normal, na forma dos seus 10 mandamentos.

Albert Biderman
Albert Biderman

Em 1957, o psicólogo Albert Biderman definiu os passos para quebrar alguém animicamente, conseguindo-se assim controlar a sua opinião. [1]

Os passos 5 (indulgências ocasionais – dar um passo atrás, para depois dar dois à frente) e 8 (forçar medidas triviais) são muito pertinentes na actualidade.

O Natal foi uma “indulgência ocasional”. Na verdade, nada foi tolerado, apenas a percepção disso mesmo. O que é que reunir em casa de alguns familiares altera no contexto que se vinha a verificar?

Mas as implicações são maquiavélicas. Significam mais ou menos o seguinte: “Estás a ver? Tiveste um pouco de liberdade e olha só o que aconteceu! Não podes ter liberdade. Liberdade é mau! Agora vem aí o castigo!”

Aumenta-se a testagem num período onde se sabe que, com o frio, a mortalidade aumenta.

E surge o confinamento! (um passo atrás, dois à frente)

Trata-se de um confinamento muito curioso: tudo permanece aberto à excepção dos pequenos negócios. Ou seja, destrói-se somente aqueles da classe média que são (ou eram) independentes economicamente (forçar medidas triviais – parte XXIII).

Novo Normal
Novo Normal

Está devidamente reconhecido um dos mandamentos do Novo Normal: “Não serás independente!”

No Socialismo / Fascismo só há duas classes: As Elites e os Operários do Poder Central (que nivelam por baixo).

E aprofunda-se o Efeito da Formiga no Jarro:

Coloca-se formigas num jarro fechado. Agita-se o jarro e as formigas, acossadas, atacam-se mutuamente.

Na constatação da sua destruição pessoal, as pessoas estão a ficar cada vez mais divididas e a reacção é atacar o seu semelhante (dividir para reinar).

A sua visão está embotada. Não vislumbram além do Jarro.

Martin Niemöller (18921984) foi um pastor luterano muito popular na Alemanha. Emergiu como inimigo público de Adolf Hitler e passou sete anos (os últimos sete da guerra) preso em campos-de-concentração sob “custódia protetora”. Foi imortalizado por ter proferido o seguinte: [7]

«Primeiro levaram os comunistas. Fiquei em silêncio. Eu não era comunista.
Depois levaram os sindicalistas. Fiquei em silêncio. Eu não era sindicalista.
Depois levaram os judeus. Fiquei em silêncio. Eu não era Judeu.
Depois vieram por mim. E já não havia ninguém para me apoiar.»

Martin Niemöller
Martin Niemöller

Mantenham-se unidos!

A liberdade de um é a liberdade de todos.

Fontes:

[1] «Communist Attempts to Elicit False Confessions from Air Force Prisoners of War», National Center for Biotechnology Information

[2] «COVID-19: estarão os Hospitais mais sobrecarregados do que nos anos anteriores?», Paradigmas. 31 de Outubro de 2020

[3] «Teste PCR: participação na Pandemia da COVID-19», Paradigmas. 18 de Novembro de 2020

[4] «10 Falhas Fundamentais do Teste para a COVID-19», Paradigmas. 4 de Janeiro de 2021

[5] «A inusitada classificação de óbito por COVID-19», Paradigmas. 2 de Janeiro de 2021

[6] «Coronavirus (COVID-19) Testing», Our World in Data

[7] «MARTIN NIEMÖLLER: “PRIMEIRO, ELES VIERAM BUSCAR…”», Enciclopédia do Holocausto. 11 de Fevereiro de 2019

[8] «As máscaras não são eficazes nem saudáveis – uma revisão da literatura», Paradigmas. 9 de Setembro de 2020

[9«O que diz a Ciência do Confinamento (Lockdown) ?», Paradigmas. 12 de Julho de 2020

[10] «COVID-19: Dissonância Cognitiva», Paradigmas. 22 de Novembro de 2020

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