Tipos de Epstein-Barr

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O vírus Epstein-Barr
O vírus Epstein-Barr

Como já referi anteriormente, existem mais de sessenta varie­dades do vírus de Epstein-Barr. O número é assim tão grande porque o VEB existe há muito mais de cem anos. Passou por várias gerações de pessoas, entrando em mutação e aumentando o número dos seus diversos híbridos e estirpes durante esse período. As estirpes podem ser organizadas em seis grupos de gravidade crescente, com aproximadamente dez tipos por grupo.

O Grupo 1 do VEB é o mais antigo e o menos agressivo. Estas versões do vírus demoram geralmente anos, ou mesmo décadas, a fazer a transição de um estádio para outro. Os seus efeitos podem ser apenas detectáveis quando a pessoa chega aos setenta ou oitenta anos e, mesmo assim, resultar em pouco mais do que uma dor nas costas. Podem até permanecer nos seus órgãos e nunca chegar ao terceiro ou quarto estádio.

Tiroide
Tiroide

O Grupo 2 do VEB muda de um estádio para outro um pouco mais depressa do que o Grupo 1; é possível que se aperceba dos sintomas quando chega à casa dos cinquenta ou sessenta anos. Estas variedades podem manter-se em parte na tiroide e enviar apenas alguns dos seus vírus para inflamar os nervos, de onde resulta uma inflamação nervosa relativamente ligeira. A única variedade de VEB de que as comunidades médicas têm conheci­mento encontra-se neste grupo.

O Grupo 3 do VEB transita mais depressa de um estádio para outro do que o Grupo 2, por isso, os seus sintomas podem ser detectados por volta dos quarenta anos de idade. Além disso, estes vírus completam totalmente o quarto estádio – ou seja, abando­nam a tiroide

O Grupo 4 do VEB cria problemas detectáveis logo aos trinta anos de idade. A sua acção agressiva sobre os nervos pode resultar em vários sintomas associados à fibromialgia, síndrome de fadiga crónica, confusão mental, ansiedade, alterações do humor, e todos os sintomas referidos nos Grupos de 1 a 3. Este grupo pode ainda criar sintomas de transtorno de stresse pós-traumático, mesmo que uma pessoa nunca tenha sofrido qualquer trauma além da inflamação pelo vírus.

O Grupo 5 do VEB faz sentir os seus efeitos em pessoas que acabaram de entrar na casa dos vinte. Trata-se de uma forma do vírus particularmente nefasta, visto atacar na altura em que um jovem está a começar a ter uma vida independente. Pode criar todos os problemas do Grupo 4, e alimenta-se de emoções nega­tivas como o medo e a preocupação. Os médicos que não conse­guem encontrar nenhum problema, e que encaram estes pacientes como sendo jovens e saudáveis, declaram frequentemente, “Isso é da sua cabeça”, e encaminham-nos para psicólogos, que os con­vencem de que o que está a acontecer nos seus corpos não é real. Isto é, a menos que o paciente encontre um médico que esteja a estudar a tendência da doença de Lyme, caso em que poderá sair com um diagnóstico errado de Lyme.

Doença de Lyme
Doença de Lyme

O pior tipo, porém, é o Grupo 6 do VEB, que pode atacar em força logo na infância. Além de tudo o que o Grupo 5 faz, o Grupo 6 pode criar sintomas tão graves que são falsamente diag­nosticados como leucemia, meningite viral, lúpus, etc. Além disso, suprime o sistema imunitário, o que pode dar origem a uma grande variedade de sintomas, incluindo erupções, fraqueza nos membros e fortes dores nevrálgicas.

Fonte: LIVRO: «O Médico Médium» de Anthony William

 

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