“Acredito na Ciência” é um Oximoro

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Eu acredito na ciência
Eu acredito na ciência

Nos tempos actuais, é muito frequente ouvir a frase: “Eu acredito na ciência.”

Mas o que quer isso dizer?

Muitos julgam defender a ciência, professando a sua mais devota crença na mesma, mal imaginando que “Crença” e “Fé” são posturas antagónicas da prática científica.

A ciência é a cultura da dúvida. Qualquer teoria é tanto mais válida quanto mais confrontada é, pelo crivo da crítica.

O método científico parte da dúvida, da incerteza e de uma profunda humildade perante os mistérios do Universo, para prescrutá-los com um olhar desejavelmente mais claro, conquanto se eliminam os enviesamentos da crença.

Crença e fé devem ser respeitadas como tendo o seu lugar reservado na psique humana. Não obstante, convém considerá-las por aquilo que são.

Se retiradas do seu contexto, podem tornar-se perigosas: uma armadilha que induz à convicção de se saber algo, quando somente se papagueia informações transmitidas por outrém.

Como se acredita já saber, dispensa-se a procura. Estultifica-se na mediocridade. Abdica-se da flexibilidade indispensável para se evitar o fanatismo.

Robert Anton Wilson
Robert Anton Wilson

Robert Anton Wilson foi mais longe quando afirmou que a “crença é a morte da inteligência.”

Qualquer pessoa que profira a frase: “Eu acredito na ciência“, não sabe o que ciência é.

A atitude é a mesma de qualquer devoto da Idade Média, que acatava piamente a palavra do seu padre, que lhe garantia que a terra era plana, acima da qual figuravam vários planos divinos e abaixo da qual, os vários planos infernais.

Os tempos actuais são propícios à observação dos fenómenos de fé, crença e superstição, revestidos da roupagem de “ciência“. É ver nas bocas dos acólitos, a fervorosa fé em conceitos como a transmissão de assintomáticos, a não-sazonalidade das infecções respiratórias, a eficácia de medidas não-farmacológicas como os confinamentos e as máscaras, a infalibilidade dos testes PCR, a existência de variantes (com alterações somente ao nível do nucleótido) que constituam diferenças significativas em relação às anteriores, entre muitos outros, que não possuem qualquer evidência científica da sua existência.

Finalizamos com o mote da Royal Society:

Nullius in verba

Fontes:

«EU ACREDITO NA CIÊNCIA», Facebook Miguel Menezes. 5 de Julho de 2021

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