COVID-19: Negacionista

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Negacionista
Negacionista

Desde 2003, o topo da página inicial da Pandemic Preparedness da Organização Mundial de Saúde (OMS) continha a seguinte declaração: “Uma pandemia de Influenza ocorre quando surge um novo vírus de Influenza contra o qual a população humana não tem imunidade, resultando em várias epidemias simultâneas em todo o mundo com um número enorme de mortes e doença.” [1] No entanto, em 4 de Maio de 2009, apenas um mês antes de ser declarada a pandemia de H1N1, a página da web foi alterada como reposta às dúvidas levantadas por um repórter da CNN. [2] Foi retirada a frase “um número enorme de mortes e doença” e a página revista diz simplesmente o seguinte: “Uma pandemia de Influenza pode ocorrer quando surge um novo vírus de Influenza contra o qual a população humana não tem imunidade.” Meses depois, o Conselho Europeu citaria essa alteração como evidência de que a OMS alterou a sua definição da pandemia de gripe para poder declarar uma pandemia sem ter de demonstrar a intensidade da doença causada pelo vírus H1N1. [3]

Organização Mundial de Saúde
Organização Mundial de Saúde

Ou seja, sem esta alteração da definição efectuada num “timing” tão conveniente, nunca poderia ter sido declarada uma pandemia mundial em 2009. Na altura, isso resultou em grande polémica, tendo a OMS sido acusada de jogar o jogo das grandes farmacêuticas e interesses instituídos.

Não obstante, conseguiu-se assim gerar medo em toda a população mundial o que veio a resultar em biliões em lucros para as farmacêuticas, através da venda de largos milhões de lotes de vacinas. Também foram instituídas várias medidas como a utilização de AlcoolGel, embora se tratasse de um tema controverso, com o AlcoolGel a ser proibido em escolas e noutros locais por ser considerado demasiado tóxico e nocivo para a saúde. [4]

DEFINIÇÃO DE “NEGACIONISTA”

Segundo o dicionário da Língua Portuguesa, um negacionista é aquele que: “nega ou não reconhece como verdadeiro um facto ou um conceito que pode ser verificado empiricamente.”

Ora, mesmo partindo da definição altamente questionável e polémica adaptada pela OMS, aceitamos o desafio de provar empiricamente que não estarmos perante uma pandemia, muito menos uma pandemia altamente mortal (embora a parte da mortalidade não interesse para nada em termos da nova definição). Vamos para isso focar-nos apenas nos factores determinantes que são: (1) tratar-se de um vírus novo; (2) para o qual a humanidade não tem imunidade.

SARS-Cov-2 É UM VIRUS NOVO?

Uma coisa é encontrarmos uma nova espécie, seja ela animal, vegetal ou um micro-organismo, outra é o momento em que essa espécie foi gerada.

Por exemplo: Se nos aventurarmos através de uma densa floresta tropical e encontrarmos uma espécie de lagarto que nunca antes tinha sido catalogada, isso não significa que a espécie só tenha começado a existir nesse preciso momento.

Da mesma forma, ainda que o vírus SARS-CoV-2 tenha sido encontrado agora, isso não significa que tenha sido gerado nesse preciso momento e nada nos garante que não estivesse já em circulação há mais tempo ou quiçá, muito mais tempo, não tendo sido detectado.

Poderíamos talvez recorrer às curvas epidemiológicas para provar tratar-se de um vírus novo, mas por aí, também é inconclusivo, por vários motivos, nem que seja pelo facto de se poder estar a gerar uma confusão pela forma como se diagnostica um caso de COVID-19, através dos testes RT-PCR.

Que provas existem então, de que se trate de um vírus novo? Nenhumas. Mas estamos receptivos a que nos demonstrem as que possam existir.

Que provas existem de que o vírus não é novo?

– Estudo encontrou o vírus SARS-CoV-2 em Barcelona em 12 de Março de 2019. [5][6]

– O vírus SARS-CoV-2 foi descoberto em águas residuais em Santa Catarina, no Brasil, em Novembro de 2019. [7]

– Um estudo de revisão da literatura, descobriu que os linfócitos de 20 a 50% de doadores não expostos apresentavam reactividade significativa em relação ao SARS-CoV-2. As amostras foram recolhidas num período prévio ao advento da “Pandemia de COVID-19“, inclusive até anos antes. [8] Poderá concluir-se que estas pessoas geraram imunidade devido ao contacto com outros Coronavírus (HCoV-OC43, HCoV-HKU1, HCoV-NL63 e HCoV-229E) ou estas descobertas vêm reforçar a ideia de que o SARS-CoV-2 não é um vírus novo?

A HUMANIDADE TEM IMUNIDADE AO SARS-COV-2?

– Num estudo, os investigadores mapearam sistematicamente a resposta de células T específicas para o SARS-CoV-2 numa grande corte de indivíduos expostos a familiares infectados, indivíduos não expostos e indivíduos que apresentavam COVID-19 aguda ou convalescente. Chegou-se à conclusão que o SARS-CoV-2 elícita respostas robustas de células T de memória semelhantes às observadas no contexto de vacinas bem-sucedidas, sugerindo que a exposição natural ou infecção pode prevenir episódios recorrentes de COVID-19 grave também em indivíduos soronegativos. [9]

University of Arizona Health Sciences
University of Arizona Health Sciences

– Investigadores da University of Arizona Health Sciences estudaram a produção de anticorpos de uma amostra de cerca de 6 mil pessoas e descobriram que a imunidade persiste pelo menos durante largos meses após terem sido infectadas com o SARS-CoV-2. [10]

– Um estudo publicado na reputada revista BMJ, levanta algumas luzes sobre a imunidade cruzada. Segundo o estudo, parece haver imunidade pré-existente em relação ao SARS-CoV-2. É referido que quando uma população conta com pessoas com imunidade pré-existente, o limite de imunidade de grupo com base num R0 de 2,5 pode ser reduzido de 60% para 10% da população infectada. [11]

– É referido ainda que no final de 2009, meses depois da Organização Mundial da Saúde (OMS) ter declarado Pandemia Mundial de Gripe A, alegadamente associada ao vírus H1N1, porque é que o chamado “novo vírus” não parecia estar a causar mais infecções do que a gripe sazonal? A resposta reside na imunidade pré-existente na população adulta. [11]

Ou seja, é aquilo que acontece novamente no que diz respeito ao SARS-CoV-2, cuja mortalidade, se bem contabilizada, também não ultrapassa a da gripe (acreditamos que uma contabilização razoável dos óbitos e um diagnóstico válido dos casos acabariam por ridicularizar certas pretensões).

CONCLUSÃO

Acabamos de demonstrar empiricamente que não estarmos perante uma pandemia, mesmo partindo da definição altamente controversa da OMS. Se for caso disso, também podemos facilmente demonstrar empiricamente que não estarmos a presenciar uma mortalidade excepcional no ano de 2020. E claro, tudo isto prova que as medidas aplicadas são completamente descabidas.

Algo que podemos também demonstrar empiricamente é que as medidas aplicadas estão, elas sim, a provocar uma catástrofe de proporções gigantescas, como se pode ter um pequeno vislumbre ao ler este artigo: [12]. Trata-se somente, do preâmbulo para o que está a caminho.

Desafiamos qualquer um a provar empiricamente que estarmos a viver uma pandemia. Também desafiamos qualquer um a provar a necessidade das medidas que estão a ser aplicadas.

Se não conseguirem provar empiricamente estes pontos, não estão habilitados para chamar “NEGACIONISTAS” a ninguém!

Quem são os negacionistas?

Aqueles que ainda acreditam estarmos perante uma pandemia mortal, apesar de não haver qualquer evidência empírica. E sobretudo, aqueles que estão em estado de negação relativamente a estarmos a caminho do abismo.

Esses são os verdadeiros negacionistas, que teimam em projectar-se nos outros.

Fontes:

[1] «Pandemic preparedness Geneva», World Health Organization. 2 de Fevereiro de 2003

[2] «When a pandemic isn’t a pandemic», CNN. 4 de Maio de 2009

[3] «The handling of the H1N1 pandemic: more transparency needed», Council of Europe. 7 de Junho de 2010

[4] «Gripe A: desinfectantes de mãos podem ser perigosos», Expresso. 30 de Outubro de 2009

[5] «Sentinel surveillance of SARS-CoV-2 in wastewater anticipates the occurrence of COVID-19 cases», MedRxiv. 13 de Junho de 2020

[6] «Detecten el SARS-CoV-2 en aigües residuals recollides a Barcelona el 12 març de 2019», Universitat de Barcelona. 26 de Junho de 2020

[7] «SARS-CoV-2 in human sewage in Santa Catalina, Brazil, November 2019», MedRxiv. 29 de Junho de 2020

[8] «Pre-existing immunity to SARS-CoV-2: the knowns and unknowns», Nature.com. 7 de Julho de 2020

[9] «Robust T cell immunity in convalescent individuals with asymptomatic or mild COVID-19», BioRxiv. 29 de Junho de 2020

[10] «SARS-CoV-2 antibodies provide lasting immunity», MedicalXpress. 13 de Outubro de 2020

[11] «Covid-19: Do many people have pre-existing immunity?», BMJ. 17 de Setembro de 2020

[12] «As consequências negativas das medidas para combater a “Pandemia” de COVID-19», Paradigmas. 26 de Outubro de 2020

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