Resgate grego serviu para salvar bancos franceses e alemães

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Paulo Nogueira Batista
Paulo Nogueira Batista

Paulo Nogueira Batista Jr, um dos 24 membros do conselho executivo do FMI, criticou, durante uma entrevista à estação de televisão privada Alpha TV, a “forma como a questão grega tem vindo a ser tratada pela troika e inclusive pelo FMI”, que “colocaram demasiado peso sobre a Grécia e não colocaram peso suficiente sobre os seus credores”.

“Por exemplo, o programa de assistência firmado em 2010 foi apresentado como um programa de resgate para a Grécia, quando, na verdade, foi mais um resgate dos credores privados do país”, como os bancos franceses e alemães, que não contribuíram de forma alguma “para a reestruturação da Economia grega”, avançou o economista brasileiro.

Na sua opinião, a dívida é demasiado extensa e a solução para a crise deve incluir a reestruturação da dívida grega nas mãos dos credores oficiais europeus, sendo que o governo de Alexis Tsipras deve negociar directamente com o FMI.

Paulo Nogueira Batista Jr defendeu, por outro lado, que a “troika deve respeitar a soberania da nação grega” e que “os parceiros europeus não podem comportar-se como se as eleições não tivessem acontecido”.

Para o economista brasileiro, o FMI não pode exigir que o novo governo fique preso aos acordos firmados com os anteriores executivos e deve ter em conta que “os objectivos do ajustamento fiscal e dos excedentes primários do sector público grego têm de ser substancialmente revistos em baixa”.

Fonte: Esquerda.net

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